Jornalistas Superpoderosas XII  - Rosi Campos: Mamuska também é jornalista.

Jornalistas Superpoderosas XII  - Rosi Campos: Mamuska também é jornalista.

Atualizado em 24/03/2005 às 20:03, por Thaís Naldoni - thaisnaldoni@portalimprensa.com.br.

Jornalistas Superpoderosas XII - Rosi Campos: Mamuska também é jornalista.

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Fotos: Ary Brandi

A atriz Rosi Campos, quem diria, é jornalista, formada pela Escola de Artes e Comunicação (ECA), da USP (Universidade de São Paulo). Após atuar por cinco anos na assessoria de imprensa da Som Livre, deixou de lado as redações para dedicar-se, exclusivamente, à carreira artística. Entre seus trabalhos mais lembrados, está a Mamuska, matriarca da família Sardinha, sucesso na TV Globo.. Acompanhe.

IMPRENSA - Você é conhecida em todo o Brasil por ser atriz, mas você é formada em jornalismo...
Rosi -
É. Eu fiz jornalismo na ECA, de 74 a 78. Na verdade, minha paixão é Cinema, mas naquela época o cinema era muito ruim, só tinham as pornochanchadas, aí eu desisti de fazer cinema e fui fazer jornalismo, me formei e fiz cinco anos de assessoria de imprensa para a Som Livre, trabalhei com muita divulgação. Nessa época mesmo, já fazia divulgação de teatro.

Dentro da ECA tinha um grupo chamado Geteca, e eu trabalhei com eles. Em seguida, entrei no Mambembe. Eles precisavam de uma substituta e o Douglas Salgado, que era da faculdade, me indicou, eu fiz o teste e comecei. Então, dentro da faculdade de jornalismo eu acabei tendo uma experiência profissional de teatro.

IMPRENSA - A experiência como jornalista e a faculdade de jornalismo acabaram enriquecendo você de alguma forma?
Rosi -
O que eu sempre usei do jornalismo em minha carreira é que eu sempre trabalhei em cima de pesquisa, sempre pesquisei muito. Eu nunca faço um texto porque é uma personagem feminina que eu queira fazer. A gente tem um tema, pesquisa, procura as pessoas, os especialistas, conversa muito. O que eu herdei do jornalismo foi a parte da pesquisa, de literatura, história, que o teatro tem, porque ele é interdisciplinar. O teatro é uma mistura de tudo, psicologia, história, literatura, física...

IMPRENSA - Você tem 34 anos de carreira. Depois deste tempo, já pode dizer se tem preferência por fazer televisão, teatro ou cinema?
Rosi -
São coisas diferentes. A gente faz de tudo: televisão, teatro, cinema... É bem diferente. O público de televisão é de milhões de pessoas que te assistem. Já o público de teatro é de 400 pessoas, 1000 pessoas e a relação que você tem, que é pessoal. No teatro, na música, você tem esse encontro, essa interatividade com o público, que é muito especial. Mas é legal fazer tudo.

IMPRENSA - Há algum personagem que tenha sido especial para você?
Rosi -
Na televisão teve a Mamuska e a Morgana (Castelo Rá-Tim-Bum) que foram os personagens que eu mais pude trabalhar. A Mamuska porque era muito parecida comigo. Na televisão é difícil. Você tem que pegar um papel bacana, que tenha suas características, senão, ninguém vai ver o seu trabalho. A novela é uma coisa que dilui muito o trabalho do ator. Você tem que ficar oito meses fazendo aquele negócio e às vezes, o papel não é bom, o texto não é bom. Você tem que ter a sorte do autor escrever para você, do diretor gostar de você. É uma coisa rara, né?

IMPRENSA - Na época da novela, surgiu a possibilidade da "Família Sardinha" virar um seriado...
Rosi -
É a gente quis, mas isso depende deles, havia muitos projetos na frente e a "Família Sardinha" era algo que ninguém esperava que fosse o sucesso que foi, então eles não estavam preparados também para absorver rapidamente o projeto, produzir...

Sinceramente, acho que foi uma grande marcada deles. Acho que com o sucesso que foi, seria um ótimo programa.