Jornalistas Superpoderosas XI - Cynthia Benini: Da "Casa dos Artistas" para o Jornal do SBT
Jornalistas Superpoderosas XI - Cynthia Benini: Da "Casa dos Artistas" para o Jornal do SBT
Muito lembrada pela participação no programa "Casa dos Artistas", do SBT, a jornalista Cynthia Benini fala sobre o início de sua carreira no jornalismo, redações pelas quais já passou, além de experiência de ter participado reality show da emissora de Sílvio Santos.
Benini fala, ainda, do desafio de apresentar um jornal diário, em uma emissora que sabidamente investe pouco no jornalismo. Acompanhe.
IMPRENSA - A maioria das pessoas, até sua estréia no Jornal do SBT, sequer sabia que você era jornalista. Seus trabalhos como atriz eram mais divulgados?
Cynthia - Eu sempre fiz as duas coisas paralelas, tanto em minha carreira de atriz, quanto na de jornalista. Me formei em jornalismo em 1998. Em 97, eu apresentei por um ano um programa de decoração. Eu entrevistava e cobria eventos ligados a essa área.
Depois fui pra Sportv como repórter e apresentadora do programa Basketmania. Em seguida, fiz uma participação na MTV, só que não era tão jornalístico, era como apresentadora.
IMPRENSA - Você chegou a fazer um trabalho na TV Escola?
Cynthia - Fiz um trabalho muito legal com a TV Escola em que a gente viajava o Brasil, que era patrocinado pelo Ministério da Cultura. A gente viajava o Brasil e, em cada lugar que a gente parava, víamos as necessidades daquela escola e quais as soluções que os professores apresentavam. É um programa que chama "Esporte na Escola" e é bem direcionado ao educador. Foi muito interessante. Eu adorei fazer esse trabalho. Depois, eu cobri dois São Paulo Fashion Week para o E! Entertainment.
IMPRENSA - Sua carreira de jornalista é toda voltada para televisão ou você já atuou em outros veículos?
Cynthia - Tive uma revista, que era bimestral e de distribuição gratuita. Depois de um ano foi difícil continuar levando porque é caro. A gente tinha colaboradores mas mesmo assim começou a ficar inviável. Fora isso, em 2000 fui chamada por um grupo de amigos para dar estrutura jornalística para um portal que se chamava superonze.net, de internet gratuita.
Foi muito legal porque eu desenvolvia conteúdo junto com uma equipe. Foi um trabalho que acabou me dando uma experiência diferente, mais de redação, apesar de eu ter feito muita TV, a linguagem de internet é outra. Lá no superonze desenvolvi conteúdo, projeto e conquistei uma outra bagagem.
IMPRENSA - O que te levou a ir viver na Nova Zelândia? Foi a trabalho, não foi?
Cynthia - Depois do trabalho no site, acabei desenvolvendo um projeto que se chama "Cães de Gaiato", que é bem parecido com esse trabalho que fazem hoje no "Fantástico" (Rede Globo), tipo "A Volta ao Mundo". Eu tentei viabilizar e não consegui. Então, fui para a Nova Zelândia. Comprei uma câmera e fui, com a cara e a coragem. Peguei minha carteirinha da FENAJ Internacional, fiz contato com algumas pessoas de lá e acabei indo. Foi bem interessante. Voltei foi quando eu fiz o E!. E foi aí que acabei sendo convidada pelo SBT para a "Casa dos Artistas".
IMPRENSA - Como foi essa experiência de participar da "Casa dos Artistas"?
Cynthia - Foi incrível. Na verdade eu fui pela curiosidade psicológica mesmo. Minha intenção era voltar para a Nova Zelândia. Eu tinha trabalho, casa, minha vida estava super estruturada lá. Eu já tinha morado em outros lugares, Japão, China, mas lá foi onde eu me achei. O lugar é maravilhoso e tem uma qualidade de vida incrível. Aí eu acabei vindo e me interessei em ir para a "Casa dos Artistas" por essa curiosidade e também porque a gente recebeu um cachê para isso.
Esse cachê foi muito bem vindo porque, na época, eu não iria precisar vender minhas coisas para ir para a Nova Zelândia. Ia me ajudar bastante, a realidade é essa. Bom, eu acabei ficando e depois casei, tive uma filha e surgiu a oportunidade de ir pro Jornal do SBT.
IMPRENSA - Apresentar um jornal, em uma emissora que investe pouco em jornalismo, é complicado?
Cynthia - Para mim tem dado muita satisfação. Primeiro, porque é uma responsabilidade muito grande, eu tenho aprendido muito. Eu escrevo para o jornal, não só apresento e isso me deixa mais feliz. Foi engraçado porque eu já estava querendo voltar para o jornalismo e quando eles me convidaram eu falei: quero poder aprender o máximo, portanto o que vocês me derem para fazer, eu vou fazer. Não quero apenas ser apresentadora. Quero poder escrever, colaborar. Eu estive com o André (o ator André Gonçalves, seu marido) num festival que teve em Recife. Eu queria fazer matérias de lá para o jornal.
IMPRENSA - O jornal que você apresenta já mudou de horário várias vezes. Isso incomoda você? Hoje, ele passa às 6h da manhã...
Cynthia - Não, ele não é incômodo porque eu acho que é bem informativo, tem muita gente que vê. O público muda completamente. O público alvo neste horário é outro, tem que tomar cuidado com algumas palavras que podem ser difíceis demais de serem entendidas. Isso porque, nesse horário, você abrange médicos, enfermeiros e, ao mesmo tempo, você acaba fazendo um jornal para as pessoas que acordam muito cedo para trabalhar, que pegam ônibus. Então a gente tem uma linguagem mais simples.
Mas o jornal não fica atrás em termos de conteúdo, ele é super atualizado. A gente já passou por quase todos os horários, então este horário não é incômodo para mim. Hoje, a gente grava o jornal, ele não é ao vivo.






