Jornalistas são hostilizados durante protestos a favor do impeachment em São Paulo

Jornalistas e equipes de TVs que cobriam os protestos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff na tarde do último domingo (13/12)

Atualizado em 14/12/2015 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornalistas e equipes de TVs que cobriam os protestos a favor do da presidente Dilma Rousseff na tarde do último domingo (13/12), na Avenida Paulista, foram hostilizados por manifestantes.
Crédito:Reprodução Manifestantes tentaram agredir repórteres de Globo e GloboNews
Segundo a coluna de Flávio Ricco, no UOL, grande parte dos profissionais eram da Globo e GloboNews. Os repórteres e cinegrafistas foram alvos de xingamentos. Algumas pessoas chegaram, inclusive, a atirar moedas, latas e garrafas de cerveja.
O repórter José Roberto Burnier, da Globo, teve de deixar o local antes do fim dos protestos e uma jornalista da GloboNews acabou sendo atingida por uma lata de cerveja.
A cobertura da imprensa também foi criticada. Durante a manhã, antes do início formal do ato, coordenadores do Movimento Brasil Livre (MBL) discutiram com uma repórter da Folha que questionou o fato de um caminhão bloquear a ciclovia da avenida.
"O jornal Folha de S.Paulo , que faz uma cobertura parcial e partidária, veio aqui fazer a mesma pergunta que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Guarda Civil Metropolitana (GCM). Está aqui a serviço da prefeitura ou a serviço do jornal?", indagou Renan Santos, um dos coordenadores do grupo.
De acordo com a Folha , a jornalista disse que havia acompanhado um protesto do movimento durante a semana na favela de Heliópolis e criticou a pergunta do integrante, que também questionou a cobertura dos atos da entidade.
"Al Jazeera cobriu, The Guardian cobriu. Folha e Estadão ? Nada. Sabe por quê? Porque eles acham que vocês são burros. Um bando de acéfalos", acrescentou Santos, que também criticou uma jornalista da GloboNews.