Jornalistas são detidos no Quênia por suspeita de terrorismo

Jornalistas são detidos no Quênia por suspeita de terrorismo

Atualizado em 18/01/2008 às 18:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (18), dois jornalistas alemães e uma jornalista holandesa foram detidos no Quênia, acusados de atividades terroristas. Segundo o porta-voz policial queniano, Eric Kiraithe, os jornalistas Gerd Uwe, Andrej Hermlin e Fleur van Dissel eram "suspeitos de terrorismo".

O agente afirma que eles teriam entrado no país como jornalistas e que, durante a estadia no Quênia, agiram "de maneira suspeita".

Os três jornalistas eram conhecidos entre os outros profissionais da imprensa por sua estreita ligação com o Movimento Democrático Laranja (ODM), opositor ao governo do Quênia.

A jornalista holandesa estava filmando um documentário sobre o líder da oposição, Raila Odinga, e um dos alemães (não há certeza sobre qual deles), casado com uma queniana, atuava como conselheiro extra-oficial de Odinga.

Segundo as fontes policiais, a detenção ocorreu no aeroporto internacional do Quênia. A Polícia diz que em poder dos jornalistas foram encontradas "fotografias de instalações vitais" para o país, sem especificar quais seriam.

O líder oposicionista reivindica a sua vitória nas eleições de dezembro de 2007. Entretanto, a Comissão Eleitoral do Quênia afirma que o vencedor foi o presidente Mwai Kibaki, no poder desde 2002.

As informações são da agência EFE.