Jornalistas protestam contra editor que mudou layout de jornal para encobrir história na China
Toda a redação do jornal Ming Pao, um dos mais respeitados da China, resolveu protestar na frente do veículo, com cartazes e canetas ao
Atualizado em 04/02/2015 às 18:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última segunda-feira (2/2), toda a redação do jornal Ming Pao , um dos mais respeitados da China, resolveu protestar na frente do veículo com cartazes e canetas ao chão diante da arbitrariedade de seu editor-chefe.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalistas ficaram chocados com manipulação para esconder massacre de 1989
Segundo o The New York Times , o jornalista alterou a diagramação do veículo para tentar diminuir o destaque a uma matéria sobre a repressão armada contra estudantes no país em 1989. O texto trazia novos documentos obtidos na Embaixada do Canadá em Pequim durante a carnificina que ocorreu nos dias 3 e 4 de junho de 1989.
Os repórteres do jornal denunciaram a decisão de seu editor de dar destaque na chamada de capa à matéria sobre um fundo criado por jovens empreendedores em Hong Kong, com apoio de um milionário no segmento de e-commerce no país.
Para a redação, esta seria uma forma de encobrir as novas denúncias na chacina ocorrida há mais de 25 anos no país, um assunto ainda sensível ao governo. “Em nosso ponto de vista, a escolha das chamadas de destaque de um jornal diário reflete os princípios e valores sustentados pelo veículos”, declarou Nick Kwok, líder do grupo responsável pelo protesto.
Diante das críticas, Chong Tien-siong, editor-chefe do jornal, divulgou em nota suas razões para dar espaço para a matéria apenas nas páginas 2 e 3 do veículo. Ele disse que cabe a ele justamente decidir o que o leitor leria primeiro. “A política editorial do Ming Pao nunca mostrou medo ou favoreceu interesses de terceiros”. E acrescentou: “O editor-chefe tem o poder e responsabilidade de alterar o layout”.
Apesar do argumento de que o texto sobre a repressão de 1989 teve seu devido destaque, os repórteres não concordaram com seu superior, destacando que sua decisão pode ter sido conduzida por pressões superiores ou comerciais.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalistas ficaram chocados com manipulação para esconder massacre de 1989
Segundo o The New York Times , o jornalista alterou a diagramação do veículo para tentar diminuir o destaque a uma matéria sobre a repressão armada contra estudantes no país em 1989. O texto trazia novos documentos obtidos na Embaixada do Canadá em Pequim durante a carnificina que ocorreu nos dias 3 e 4 de junho de 1989.
Os repórteres do jornal denunciaram a decisão de seu editor de dar destaque na chamada de capa à matéria sobre um fundo criado por jovens empreendedores em Hong Kong, com apoio de um milionário no segmento de e-commerce no país.
Para a redação, esta seria uma forma de encobrir as novas denúncias na chacina ocorrida há mais de 25 anos no país, um assunto ainda sensível ao governo. “Em nosso ponto de vista, a escolha das chamadas de destaque de um jornal diário reflete os princípios e valores sustentados pelo veículos”, declarou Nick Kwok, líder do grupo responsável pelo protesto.
Diante das críticas, Chong Tien-siong, editor-chefe do jornal, divulgou em nota suas razões para dar espaço para a matéria apenas nas páginas 2 e 3 do veículo. Ele disse que cabe a ele justamente decidir o que o leitor leria primeiro. “A política editorial do Ming Pao nunca mostrou medo ou favoreceu interesses de terceiros”. E acrescentou: “O editor-chefe tem o poder e responsabilidade de alterar o layout”.
Apesar do argumento de que o texto sobre a repressão de 1989 teve seu devido destaque, os repórteres não concordaram com seu superior, destacando que sua decisão pode ter sido conduzida por pressões superiores ou comerciais.





