Jornalistas mexicanos protestam contra violência aos profissionais de mídia do país
Jornalistas mexicanos protestam contra violência aos profissionais de mídia do país
Dois dias antes da visita ao país de relatores sobre a liberdade de expressão da ONU e da Organização dos Estados Americanos (OEA), centenas de jornalistas protestaram no México, nesta segunda-feira (09), contra a violência e intimidação aos profissionais de imprensa. Foram realizadas manifestações em 14 cidades mexicanas, segundo a Agência Angola Press.
O protesto serviu também para pedir que os jornalistas se unam para condenar a falta de avanços na investigação de 64 assassinatos e 11 desaparecimentos ocorridos, desde 2000 no país. Além disso, eles contestam o recrudescimento da violência contra os profissionais de imprensa por parte do crime organizado.
Os organizadores lembraram que o México é "o país mais perigoso do continente (americano) para exercer o jornalismo", mas não houve uma "atuação urgente do Estado mexicano, dos Governos e das autoridades judiciais, federais e estaduais" para conter as agressões.
Os jornalistas contam que "pelo menos seis meios de comunicação foram alvo de tiros, granadas, ameaças de bomba e tentativas de incêndio criminoso".
"Estamos protestando para exigir uma investigação exaustiva sobre o paradeiro de colegas desaparecidos", disse Jesús Oscar González, presidente da Associação de Jornalistas José Alvarado. "É tempo de lutar por nossas causas. Sempre fizemos pelas causas sociais, mas quando são as nossas não o fazemos", acrescentou González.
Na capital mexicana, cerca de 500 jornalistas protestaram em silêncio, mostrando cartazes com os dizeres "Sem jornalistas não há informação", e com fotografias de colegas assassinados, em uma mobilização pacífica que terminou em frente da Secretaria de Governo.
"Da justiça, os jornalistas mexicanos só receberam impunidade, porque os crimes não são esclarecidos. Também violência, pois as autoridades federais e locais, civis, policiais e militares são as primeiras envolvidas nas agressões, segundo todos os relatórios das organizações de defesa da liberdade de expressão", indicaram os organizadores em nota.
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