Jornalistas fazem greve de fome contra censura no Uzbequistão
Uma das jornalistas que fazia greve de fome em prol da liberdade de imprensa no Usbequistão foi hospitalizada por correr risco de vida.
Atualizado em 12/07/2011 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Saodat Omonova, jornalista que fazia greve de fome em prol da liberdade de imprensa no Uzbequistão, foi hospitalizada por correr risco de vida. Nesta terça-feira (12), fazia 16 dias que ela se recusa a comer. Como apresentou sinais de extrema fraquea, foi levada para um hospital. A greve começou há mais de duas semanas, quando juntas, Saodat e Malohat Eshonquolova, decidiram protestar contra uma causa trabalhista que perderam, depois de serem demitidas da emissora em que trabalhavam.
Malohat afirmou que irá continuar com o protesto. Seu marido, Avaz, disse tentar persuadir a esposa a deixar a greve de lado por diversas vezes. Ele só conseguiu convencer a filha, Zarginor, a abandonar o protesto. A pequena havia se juntado às duas jornalistas fazia poucos dias.
Crédito:Reprodução A jornalista usbeque, em greve de fome há 16 dias, foi removida para o hospital
Para o chefe da organização de direitos humanos do Uzbequistão, Surat Ikramov, a falta de interesse da mídia pelo caso é terrível. De acordo com o ativista, em telefonema feito à embaixada dos EUA no país, soube que as autoridades norte-americanas sabiam do caso e que planejavam realizar uma visita às profissionais. Já dos representantes alemães e ingleses, ouviu que as pessoas responsáveis por cuidar de casos dessa natureza não estariam na embaixada naqueles dias.
As duas periodistas foram presas em 27 de junho (dia do trabalhador de mídias no Usbequistão), quando tentavam organizar uma greve de fome em frente à residência oficial do presidente Islam Karimov. Por fim, acabaram sendo apenas multadas em cerca de 1,500 dólares.
Há algum tempo, Omonova e Eshonquolva requisitaram ao político um encontro para discutir sobre a censura na emissora Yoshlar (juventude no idioma usbeque). Graças a isso, ambas foram demitidas e, ao recorrerem sobre a decisão aos órgãos estatais, perderam a ação para o canal de tv.
Infomações da
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Crédito:Reprodução A jornalista usbeque, em greve de fome há 16 dias, foi removida para o hospital
Para o chefe da organização de direitos humanos do Uzbequistão, Surat Ikramov, a falta de interesse da mídia pelo caso é terrível. De acordo com o ativista, em telefonema feito à embaixada dos EUA no país, soube que as autoridades norte-americanas sabiam do caso e que planejavam realizar uma visita às profissionais. Já dos representantes alemães e ingleses, ouviu que as pessoas responsáveis por cuidar de casos dessa natureza não estariam na embaixada naqueles dias.
As duas periodistas foram presas em 27 de junho (dia do trabalhador de mídias no Usbequistão), quando tentavam organizar uma greve de fome em frente à residência oficial do presidente Islam Karimov. Por fim, acabaram sendo apenas multadas em cerca de 1,500 dólares.
Há algum tempo, Omonova e Eshonquolva requisitaram ao político um encontro para discutir sobre a censura na emissora Yoshlar (juventude no idioma usbeque). Graças a isso, ambas foram demitidas e, ao recorrerem sobre a decisão aos órgãos estatais, perderam a ação para o canal de tv.
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