Jornalistas do Diário de S.Paulo esperam esclarecimentos após venda a J.Hawilla

Jornalistas do Diário de S.Paulo esperam esclarecimentos após venda a J.Hawilla

Atualizado em 21/10/2009 às 16:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornalistas do Diário de S.Paulo esperam esclarecimentos após venda a J.Hawilla

Após o anúncio da aquisição do Diário de S.Paulo pelo empresário J.Hawilla, dono da agência de marketing esportivo Traffic e da rede de jornais Bom Dia , os jornalistas do diário estão apreensivos sobre a manutenção de seus cargos e como se dará o processo de transferência de direção.

Reprodução
J.Hawilla
Por conta desta falta de esclarecimento quanto ao futuro dos profissionais, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP) realizou duas reuniões nesta semana - terça (20) e quarta-feira (21) - para reunir as principais dúvidas e receios dos jornalistas que atuam no Diário e levá-las a nova direção que não se pronunciou oficialmente, segundo André Luiz Cardoso Freire, secretário geral do SJSP.

"Existe uma apreensão por parte dos jornalistas por falta de informação e pelo absoluto desprezo quanto a isso. Não conversaram nada com a redação", revela Freire.

Para forçar um posicionamento mais efetivo da nova administração, o SJSP realizará ainda nesta quarta-feira (21) uma assembleia direto da redação do Diário de S.Paulo . "Nós vamos conversar com a empresa e vamos ter uma assembleia para tratar com todos e sentir o clima, as propostas e as expectativas", explicou o secretário do SJSP.

Freire explicou que, informalmente, os novos responsáveis garantiram que não haverá perdas de direitos trabalhistas, mas há possibilidade de ajustes que ainda não foram especificados, o que deixa os funcionários temerosos. Para ele, o estabelecimento de um interlocutor capaz de esclarecer o processo de transição de diretorias.

Boatos

Especula-se no mercado de comunicação que após a negociação do Diário de S.Paulo , J.Hawilla pretende demitir 380 funcionários ainda no mês de outubro.No entanto, os demitidos, em um estranho acordo, devem ser contratados logo em seguida ao ato simbólico de dispensa, isso como parte do estabelecimento de uma nova relação trabalhista acordada a partir das diretrizes do grupo de Hawilla.

O blog , do jornalista Fausto Salvadori Filho, dá conta que a suposta demissão em massa faz parte de uma estratégia acordada entre a Traffic, de Hawilla, e o Infoglobo. A intenção é que o novo grupo não herde nenhuma dívida trabalhista.

O receio de alguns dos funcionários não está apenas na possibilidade de demissão irreversível, mas em novo processo de admissão em condições desfavoráveis, como menores salários e perda de benefícios.

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