Jornalistas do Equador pedem garantias após governo intervir em emissoras de TV
Jornalistas do Equador pedem garantias após governo intervir em emissoras de TV
Após o governo do Equador intervir em três canais de televisão do país - que pertenceriam a ex-banqueiros com uma dívida de 661 milhões de dólares com o Estado - jornalistas pediram garantias à liberdade de expressão.
A Federação de Jornalistas do Equador e o Colégio de Jornalistas de Quito exigem respeito à liberdade de imprensa e o cumprimento dos direitos trabalhistas dos funcionários das emissoras que sofreram intervenção.
As entidades também estão preocupadas com o "tratamento informativo que está sendo dado a este acontecimento, sem as contextualizações do caso nem a profundidade que merece".
A Agência de Garantia de Depósitos (ADG), estatal que condenou e embargou cerca de 200 bens dos ex-banqueiros Roberto e William Isaías - que possuem várias empresas de comunicação - alega que os prejuízos deixados por eles chegam a 661 milhões de dólares.
O governo negou a estatização dos canais Gamavisión, TC Televisión e Cablevisión, e esclareceu que a intervenção aconteceu de forma preventiva. Entretanto, os afetados classificam a ação de "embargo político" para amordaçar a imprensa em período pré-eleitoral.
A Federação dos jornalistas considerou o embargo legal, mas declarou que "este caso obedece a um conflito estritamente financeiro, empresarial e legal, e nada tem a ver com a liberdade de expressão, que foi questionada por alguns setores".
As informações são da AFP
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