Jornalistas discutem regras de redação para noticiário dos Tribunais
Jornalistas discutem regras de redação para noticiário dos Tribunais
Termina nesta quarta-feira (04/03) o "IV Encontro dos Assessores de Comunicação Social da Justiça Federal". O evento, realizado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), acontece em Brasília (DF).
Durante o encontro, assessores de comunicação que atuam na esfera do Judiciário debateram o estabelecimento de regras de redação e a conveniência de se realizar a normatização das notícias nos sites do Poder Judiciário, informa o portal da Justiça Federal.
| Elza Fiúza/ABr |
| Renato Parente |
De acordo com Renato Parente, secretário de comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), Miriam Moura, do STJ e Silvana Freitas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tais problemas estão em todas as esferas e apenas o bom senso e regras próprias podem evitar problemas. Segundo Parente, no caso do STF, a regra é de que "partes sem condenação em segunda instância têm apenas as iniciais do nome publicadas". Já os casos célebres e agentes políticos podem ter seus nomes divulgados, "até porque a própria mídia já os divulga". "Não há regras, a não ser que haja uma lei específica", disse.
Já Silvana Freitas acredita que os sites dos Tribunais, por terem alta credibilidade, expõem ainda mais os possíveis erros. Ela lembra que o TSE adotou tanto um glossário jurídico, quanto um manual de redação. "Simplificar a linguagem requer segurança na tradução das questões jurídicas".
Silvana Freitas destacou a responsabilidade dos sites dos tribunais, cuja alta credibilidade expõe possíveis erros. "Simplificar a linguagem requer segurança na tradução das questões jurídicas", enfatizou, lembrando que o TSE adotou manual de redação e glossário jurídico.
O IV Encontro de Assessores de Comunicação Social da Justiça Federal termina com palestra do presidente do STJ/CJF, ministro César Asfor Rocha.
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