Jornalistas de tecnologia falham em cobrir a pauta de forma crítica
Gabriel Dance, editor-adjunto de investigações no The New York Times, foi o primeiro apontar que os jornalistas de tecnologia falham em cobr
Atualizado em 01/07/2019 às 15:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Alexandra Itacarambi Tatiana Dias, do Intercept Brasil e Sérgio Spagnuolo, do Volt Data Lab O debate do Congresso da Abraji com o tema “Investigações sobre tecnologia e algoritmos enviesados: como ir além do jornalismo de gadgets", mediado por Guilherme Canela, da UNESCO, iniciou com cada jornalista contando como começaram suas primeiras experiências com a internet e com a editoria.
Tatiana Dias, jornalista do Intercept Brasil, conta que quando começou a cobrir a pauta não gostava de tecnologia, ela se propôs a olhar como a tecnologia mexia com a sociedade, “cobrir a internet é cobrir o mundo”, diz. Para Sérgio Spagnuolo, do Volt Data Lab, “cobrir a internet é cobrir a infraestrutura”. Ele acrescenta que olhamos pouco para as empresas de Telecom e que é necessário atentar mais para o ecossistema.
ir criticamente os grandes players de tecnologia. Ele explicou como conseguiram dados de grandes empresas de tecnologia para escrever matérias críticas sobre os players:
O jornalista Diego Salazar, colaborador do The New York Times, Ojo Público, RPP e outros veículos da América Latina, Europa e Estados Unidos, criticou a falta de transparência do Facebook. “Todos sabemos que o Facebook toma decisões editoriais. O Facebook precisa aceitar que é um publisher”. Ele afirma que existem muitos dados secretos e para cobrir de forma crítica precisamos entender primeiro sobre o modelo de negócio deles.
Gabriel, que foi editor-chefe do projeto Marshall, startup de jornalismo investigativo sem fins lucrativos focada em crimes e punições nos Estados Unidos, defende que os usuários precisam pagar por notícias. Esta é a melhor forma de ter um projeto independente, sem conflito de interesses. O jornalista também deu dicas importantes para a proteção de jornalistas e suas fontes:
Ao comentar sobre as deepfakes , Gabriel alerta que “o grande problema das deepfakes é que as pessoas vão parar de acreditar em coisas que são reais”.
Tatiana Dias, jornalista do Intercept Brasil, conta que quando começou a cobrir a pauta não gostava de tecnologia, ela se propôs a olhar como a tecnologia mexia com a sociedade, “cobrir a internet é cobrir o mundo”, diz. Para Sérgio Spagnuolo, do Volt Data Lab, “cobrir a internet é cobrir a infraestrutura”. Ele acrescenta que olhamos pouco para as empresas de Telecom e que é necessário atentar mais para o ecossistema.
ir criticamente os grandes players de tecnologia. Ele explicou como conseguiram dados de grandes empresas de tecnologia para escrever matérias críticas sobre os players:
O jornalista Diego Salazar, colaborador do The New York Times, Ojo Público, RPP e outros veículos da América Latina, Europa e Estados Unidos, criticou a falta de transparência do Facebook. “Todos sabemos que o Facebook toma decisões editoriais. O Facebook precisa aceitar que é um publisher”. Ele afirma que existem muitos dados secretos e para cobrir de forma crítica precisamos entender primeiro sobre o modelo de negócio deles.
Gabriel, que foi editor-chefe do projeto Marshall, startup de jornalismo investigativo sem fins lucrativos focada em crimes e punições nos Estados Unidos, defende que os usuários precisam pagar por notícias. Esta é a melhor forma de ter um projeto independente, sem conflito de interesses. O jornalista também deu dicas importantes para a proteção de jornalistas e suas fontes:
Ao comentar sobre as deepfakes , Gabriel alerta que “o grande problema das deepfakes é que as pessoas vão parar de acreditar em coisas que são reais”.





