Jornalistas da Nicarágua exigem desocupação de redações e entrega de materiais de impressão
Quase 17 meses após o início dos protestos contra o atual governo na Nicarágua, jornalistas independentes no país e entidades em defesa da liberdade de imprensa exigem o fim do estado policial e reiteram os pedidos para proteger os trabalhadores da mídia e a liberdade de expressão.
Atualizado em 11/09/2019 às 11:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução “Sem liberdade de imprensa, sem liberdade de expressão e sem liberdade de informação, os esforços para restaurar os direitos na Nicarágua são inúteis. A liberdade de expressão e de imprensa são a base fundamental para o desenvolvimento de qualquer processo de democratização na Nicarágua”, afirma um comunicado do grupo.
Vários jornalistas foram agredidos, presos e recorreram ao autoexílio devido a ameaças e ações legais. As redações dos meios 100% Noticias e Confidencial foram invadidas e continuam ocupadas pelas autoridades.
“A restituição das liberdades públicas é necessária para a realização de eleições livres e transparentes que garantam o cumprimento das exigências de justiça, paz e democracia, pelas quais a população nicaraguense anseia. Portanto, exigimos a suspensão do estado de exceção de fato”, diz o comunicado.
Entre outras demandas, o grupo pede que as sedes de 100% Noticias e de Confidencial sejam devolvidas e que os processos judiciais contra Lucía Pineda Ubau e Miguel Mora, de 100% Noticias, sejam encerrados. Os dois jornalistas ficaram presos por seis meses, antes de serem libertados como parte de uma lei de anistia.
"Também estamos preocupados com as campanhas de intimidação e deslegitimação da mídia em que os trabalhadores de imprensa são acusados de serem inimigos da pátria. Esta é uma tentativa clara de dissuadir os membros do público de usar suas vozes e um esforço para persuadir a sociedade a perder a confiança na mídia", acrescentaram.
Os jornalistas independentes também destacaram que materiais de impressão e outros equipamentos de mídia estão sendo mantidos pelas autoridades aduaneiras do país.
Vários jornalistas foram agredidos, presos e recorreram ao autoexílio devido a ameaças e ações legais. As redações dos meios 100% Noticias e Confidencial foram invadidas e continuam ocupadas pelas autoridades.
“A restituição das liberdades públicas é necessária para a realização de eleições livres e transparentes que garantam o cumprimento das exigências de justiça, paz e democracia, pelas quais a população nicaraguense anseia. Portanto, exigimos a suspensão do estado de exceção de fato”, diz o comunicado.
Entre outras demandas, o grupo pede que as sedes de 100% Noticias e de Confidencial sejam devolvidas e que os processos judiciais contra Lucía Pineda Ubau e Miguel Mora, de 100% Noticias, sejam encerrados. Os dois jornalistas ficaram presos por seis meses, antes de serem libertados como parte de uma lei de anistia.
"Também estamos preocupados com as campanhas de intimidação e deslegitimação da mídia em que os trabalhadores de imprensa são acusados de serem inimigos da pátria. Esta é uma tentativa clara de dissuadir os membros do público de usar suas vozes e um esforço para persuadir a sociedade a perder a confiança na mídia", acrescentaram.
Os jornalistas independentes também destacaram que materiais de impressão e outros equipamentos de mídia estão sendo mantidos pelas autoridades aduaneiras do país.





