Jornalistas da EBC protestam contra cortes anunciados após acordos com veículos chineses

Assinado pela direção de jornalismo da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), um comunicado distribuído na redação de Brasília no início desta semana levou jornalistas da casa a protestarem ontem.

Atualizado em 26/04/2023 às 15:04, por Redação Portal IMPRENSA.



Segundo o comunicado, haverá mudanças na estrutura da TV Brasil, que integra a EBC. Elas incluem o possível fim do Repórter Brasil Tarde e de telejornais locais. Ainda de acordo com o texto, apenas o Repórter Brasil Noite deve continuar na grade. Crédito: Reprodução Manifestantes contrários a cortes no jornalismo da TV Brasil: apoio da Fenaj e de sindicatos O anúncio dos cortes foi feito poucos dias após o governo brasileiro fechar acordos de cooperação entre a EBC e mídias estatais chinesas, incluindo a Agência de Notícias Xinhua e o China Media Group (CMG). Considerado o maior grupo de imprensa estatal da China, o CMG opera 47 canais de TV, 17 emissoras de rádio, três portais de notícia e 20 jornais e revistas.
Reavaliação

Realizada no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, a manifestação contra os cortes no jornalismo da TV Brasil teve apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e de sindicatos de jornalistas.
Antes do protesto, a ideia era que os cortes fossem aprovados ontem pelo Conselho de Administração da EBC. Contudo, após a manifestação, Paulo Pimenta, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, afirmou que vai receber uma comissão para reavaliar o enxugamento.
Além de cartazes criticando os cortes e buscando diálogo com o governo, os jornalistas que participaram do protesto assinaram uma nota conjunta. Nela, criticam o que classificaram como desmonte de uma estrutura já enxuta. A EBC conta com cerca de 400 jornalistas dentre seus 1,6 mil funcionários.