Jornalistas da América Latina se reúnem em Madrid para denunciar crimes contra a mídia

De acordo com estatísticas, somente em 2011, 30 jornalistas latino-americanos foram assassinados.

Atualizado em 08/11/2011 às 15:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Jornalistas de diferentes países da América Latina se reuniram, em conferência organizada pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, em Madrid, para denunciar os crimes contra a imprensa que têm acontecido com frequência em suas regiões. Claudia Mendoza, de Honduras, Luis Vivanco, do Equador, e Rosa Isela Pérez, do México, debateram sobres as condições de atuação do jornalismo em suas localidades.
De acordo com estatísticas, somente em 2011, 30 jornalistas latino-americanos foram assassinados, sendo que 16 destes eram do Equador, do México, de Honduras ou da Colômbia. "Não podemos nos esquecer, também, daqueles que permanem presos, sequestrados ou exilados por tentar defender a liberdade de expressão", observou Malén Aznárez, presidente da RSF, na Espanha.
"É muito difícil viver e trabalhar em uma fronteira com tantas máfias, corrupção e acordos econômicos entre os grupos de poder", desabafou Pérez, que mora em Ciudad Juárez, uma das regiões mais perigosas do México. "Os constantes processos movidos pelo governo servem para atemorizar os jornalistas em um país que, desde a chegada de Correa ao poder, tem 19 meios de comunicação estatais e 150 horas obrigatórias de comunicados oficiais", observou o equatoriano Vivanco. "Os meios independentes que tentaram informar [sobre o Golpe de Estado de Manuel Zelaya] sofreram perseguições e perderam investimentos publicitários", disse, ainda, a hondurenha Mendoza.
Com informações da .
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