Jornalistas da Al Jazeera são libertados no Egito após mais de um ano presos

Informações foram confirmadas pela família de um dos repórteres

Atualizado em 13/02/2015 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Os jornalistas do canal Al Jazeera, presos no Egito por suposto apoio à Irmandade Muçulmana, deixaram a prisão nesta sexta-feira (13/2) à espera de um novo julgamento. Os repórteres estavam detidos há mais de um ano.
Crédito:Reprodução Jornalistas deixaram a prisão mais de um ano depois
Segundo a AFP, o canadense Mohamed Fahmy e o egípcio Baher Mohamed, condenados a sete e dez anos de prisão, foram libertados um dia após a decisão de um tribunal a favor da liberdade condicional, para que aguardem um novo julgamento.
As informações foram confirmadas pela família de Mohamed. "Concluímos os procedimentos para a libertação de meu irmão", disse à AFP Asem Mohamed. "Ele está em casa pela primeira vez em mais de um ano", acrescentou.
O tribunal egípcio determinou a libertação de Fahmy após o pagamento de uma fiança de 29.000 euros. No caso de Mohamed, a decisão exige o compromisso de comparecimento ao novo júri, marcado para 23 de fevereiro.
Fahmy renunciou à cidadania egípcia na tentativa de conseguir um decreto presidencial que possibilita expulsar estrangeiros perseguidos pela justiça. Com base nesta lei, o australiano Peter Greste, outro repórter da Al-Jazeera, foi autorizado a retornar para casa no início do mês.
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