Jornalistas da Al-Jazeera presos no Egito começam a ser ouvidos em julgamento

Começou, nesta quinta-feira (20/2), no Egito, o julgamento de Peter Greste, Mohamed Fahmy, Baher Mohamed, entre outros profissionais da imprensa e do canal de TV catariano Al-Jazeera, presos por suposto "apoio ao terrorismo" no País.

Atualizado em 20/02/2014 às 16:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Os jornalistas e a emissora negam as acusações.
Crédito:Reprodução Peter Greste é um dos jornalistas julgados no Egito
O australiano Peter Greste disse à BBC que, fisicamente, ele está bem, mas que enfrenta "condições psicológicas insuportáveis". Além disso, ele e seus colegas de profissão afirmam que não foram informados de quando o julgamento começaria, nem tiveram tempo suficiente para discutir estratégias de defesa com seus advogados. Mohamed Fahmy disse ainda que foi negado tratamento a seu ombro quebrado, e que sequer recebeu analgésicos.
Al-Jazeera afirma que apenas nove dos 20 acusados são membros de sua equipe e que as alegações são "absurdas, infundadas e falsas". Também de acordo com a emissora, os profissionais foram presos "apenas por estarem fazendo seu trabalho".
O governo egípcio acusa os jornalistas de "divulgar notícias falsas" a serviço de uma célula terrorista, a Irmandade Muçulmana. Algumas das sentenças chegam a 15 anos de prisão. O juiz adiou a sequência do julgamento para o dia 5 de março, quando a corte deve começar a coletar evidências de testemunhas de acusação.