Jornalista usa o Facebook para divulgar cena de assédio sexual em voo
A jornalista Juliana Holanda usou o seu perfil no Facebook para divulgar na última segunda-feira (10/8) o episódio de assédio sexu
Atualizado em 12/08/2015 às 13:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Juliana Holanda usou o seu perfil no Facebook para divulgar o episódio de assédio sexual que sofreu enquanto viajava para Londres, no último dia 2 de julho. O acusado pelo crime foi preso na Inglaterra, mas acabou liberado após afirmar que "dormiu durante todo o período do voo".
Crédito:reprodução Episódio de assédio sexual que sofreu enquanto viajava para Londres De acordo com o Diário de Pernambuco , Juliana estava no voo ET 700 da Ethiopian Airlines que se dirigia a Londres. Em seu depoimento, a jornalista contou que estava sentada na poltrona da janela e o acusado na do corredor. "Estava de olho fechado, escutando música. Senti a cadeira subindo e descendo e quando vi ele estava se masturbando com a calça aberta. O joelho estava batendo na minha perna. Ele estava literalmente fazendo, como se estivesse realmente fazendo sexo. Fiquei sem reação. Na hora tirei o cinto e saí correndo, meio que atropelei ele".
Após a cena, a jornalista afirmou ter ido até a chefe de cabine da aeronave para denunciar o abuso. A aeromoça, então, a questionou sobre a falta de "marcas no corpo" e de "testemunhas". Segundo Juliana, seriam necessárias "testemunhas ou marcas de estupro que trouxessem evidências físicas" para que a polícia de Londres pudesse ser acionada.
Uma semana após o ataque, a repórter tentou enviar um e-mail coletivo à administração da companhia aérea, mas não obteve resposta. No dia 25 de julho, apenas, é que a denúncia foi oficializada. Na última segunda-feira (10/8), o acusado foi preso mas acabou liberado por assegurar que "dormiu durante todo o período do voo".
Ao Diário de Pernambuco , Juliana afirmou que vai processar a Ethiopian Airlines. “Eles merecem ser penalizados por tratar as mulheres tão mal e por permitir que um crime dessa natureza ocorra em um de seus aviões. Uma empresa que não se responsabiliza pela segurança de seus passageiros não merece estar no mercado. Que tipo de empresa diz que uma mulher precisa ser estuprada para ter acesso a seus direitos? Me sinto duplamente abusada. Primeiro, pelo agressor. Segundo, pela Ethiopian Airlines”.
Crédito:reprodução Episódio de assédio sexual que sofreu enquanto viajava para Londres De acordo com o Diário de Pernambuco , Juliana estava no voo ET 700 da Ethiopian Airlines que se dirigia a Londres. Em seu depoimento, a jornalista contou que estava sentada na poltrona da janela e o acusado na do corredor. "Estava de olho fechado, escutando música. Senti a cadeira subindo e descendo e quando vi ele estava se masturbando com a calça aberta. O joelho estava batendo na minha perna. Ele estava literalmente fazendo, como se estivesse realmente fazendo sexo. Fiquei sem reação. Na hora tirei o cinto e saí correndo, meio que atropelei ele".
Após a cena, a jornalista afirmou ter ido até a chefe de cabine da aeronave para denunciar o abuso. A aeromoça, então, a questionou sobre a falta de "marcas no corpo" e de "testemunhas". Segundo Juliana, seriam necessárias "testemunhas ou marcas de estupro que trouxessem evidências físicas" para que a polícia de Londres pudesse ser acionada.
Uma semana após o ataque, a repórter tentou enviar um e-mail coletivo à administração da companhia aérea, mas não obteve resposta. No dia 25 de julho, apenas, é que a denúncia foi oficializada. Na última segunda-feira (10/8), o acusado foi preso mas acabou liberado por assegurar que "dormiu durante todo o período do voo".
Ao Diário de Pernambuco , Juliana afirmou que vai processar a Ethiopian Airlines. “Eles merecem ser penalizados por tratar as mulheres tão mal e por permitir que um crime dessa natureza ocorra em um de seus aviões. Uma empresa que não se responsabiliza pela segurança de seus passageiros não merece estar no mercado. Que tipo de empresa diz que uma mulher precisa ser estuprada para ter acesso a seus direitos? Me sinto duplamente abusada. Primeiro, pelo agressor. Segundo, pela Ethiopian Airlines”.





