Jornalista turco é detido após publicar tuítes contra o governo
Ele foi detido com base numa mudança de lei será votada na Turquia. Ela prevê uma “dúvida razoável” como justificativa para emitir mandados.
Atualizado em 17/10/2014 às 15:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um jornalista foi detido no sul da Turquia para explicar a publicação constante de tuítes contra o governo. A atuação dos militares foi embasada na regulamentação polêmica da nova lei "dúvida razoável", conforme conta o advogado do repórter nesta sexta-feira (17/10).
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista foi preso em acusação baseada em regulamentação polêmica na Turquia
Segundo The Hurriyet Daily News, o jornalista Aytekin Gezici foi detido em casa devido a um mandato de busca e apreensão emitido por um juiz do Tribunal Penal da Paz em Adana. O magistrado Sinan Sivri afirma que há uma "dúvida razoável" no caso e justifica a ação policial como uma tentativa de apreensão de "possíveis bens criminais".
O mandado judicial permite ainda que a polícia "copie e examine" os logs de computadores de suspeitos, além de legalizar o monitoramento de celulares, câmeras e outros aparelhos eletrônicos. Após ser detido, o repórter foi levado para a delegacia para prestar depoimento.
O advogado de defesa do profissional de imprensa, Yusuf Özel, afirma que o ataque à detenção foram motivos por tuítes que Gezici já havia postado, sendo que não havia nada programado. O atual Código Penal Turco (TCK, na sigla em inglês) apresenta um artigo que exige que mandatos de busca sejam emitidos quando houver uma "forte suspeita baseada em uma concreta evidência".
No entanto, uma alteração na lei pode desvincular este critério. Uma alteração planejada salienta uma "dúvida razoável" em vez de "provas concretas" para motivar uma invasão policial. O texto do projeto que modifica a legislação para o novo termo está prestes de ser divulgado.
Em sua carreira, o jornalista Aytekin Gezici já fez trabalhos para os canais de televisão Star e TGRT e escreveu matérias para o diário Zaman . Ele também foi assessor de imprensa do município de Adana. Recentemente, o repórter publicou tuítes de conteúdo crítico citando autoridades turcas.
Pelo Twitter, ele fez menção ao livro de Fuat Avni, um usuário do microblog não identificado que irritou o governo com "vazamentos" de investigações sobre corrupção de autoridades, que foram iniciadas no fim de 2013.
Crédito:Reprodução/Twitter Jornalista foi preso em acusação baseada em regulamentação polêmica na Turquia
Segundo The Hurriyet Daily News, o jornalista Aytekin Gezici foi detido em casa devido a um mandato de busca e apreensão emitido por um juiz do Tribunal Penal da Paz em Adana. O magistrado Sinan Sivri afirma que há uma "dúvida razoável" no caso e justifica a ação policial como uma tentativa de apreensão de "possíveis bens criminais".
O mandado judicial permite ainda que a polícia "copie e examine" os logs de computadores de suspeitos, além de legalizar o monitoramento de celulares, câmeras e outros aparelhos eletrônicos. Após ser detido, o repórter foi levado para a delegacia para prestar depoimento.
O advogado de defesa do profissional de imprensa, Yusuf Özel, afirma que o ataque à detenção foram motivos por tuítes que Gezici já havia postado, sendo que não havia nada programado. O atual Código Penal Turco (TCK, na sigla em inglês) apresenta um artigo que exige que mandatos de busca sejam emitidos quando houver uma "forte suspeita baseada em uma concreta evidência".
No entanto, uma alteração na lei pode desvincular este critério. Uma alteração planejada salienta uma "dúvida razoável" em vez de "provas concretas" para motivar uma invasão policial. O texto do projeto que modifica a legislação para o novo termo está prestes de ser divulgado.
Em sua carreira, o jornalista Aytekin Gezici já fez trabalhos para os canais de televisão Star e TGRT e escreveu matérias para o diário Zaman . Ele também foi assessor de imprensa do município de Adana. Recentemente, o repórter publicou tuítes de conteúdo crítico citando autoridades turcas.
Pelo Twitter, ele fez menção ao livro de Fuat Avni, um usuário do microblog não identificado que irritou o governo com "vazamentos" de investigações sobre corrupção de autoridades, que foram iniciadas no fim de 2013.





