"Jornalista tem de tirar 'a bunda da cadeira'", afirma Laura Bonilla da Agência France-Presse

Nesta segunda-feira (17/11), acontece a terceira edição do Mídia.JOR, seminário internacional de jornalismo organizado por IMPRENSA. Na parte da manhã os participantes acompanharam as Oficinas de Jornalismo em revista e Infografia e interação como ferramentas jornalísticas.

Atualizado em 17/11/2014 às 14:11, por Vanessa Gonçalves.

À tarde, começam os paineis de debates.


Crédito: Laura Bonilla, repórter da Agence France-Presse

O painel de abertura, intitulado "Tecnologia como Ferramenta para Busca de Pautas", reunirá Luiz Octavio de Lima, do MuCo – Museu da Corrupção; Laura Bonilla, da Agence France-Presse; Pedro Doria, de O Globo ; e Wharryson Lacerda, do portal Olhar Digital.


À IMPRENSA, Laura Bonilla comentou o tema do primeiro debate e ressaltou a importância da internet, especialmente das redes sociais, em pautar o trabalho da imprensa. Segundo ela, para as agências de notícias, esses meios tornaram-se essenciais. "As redes sociais tem de tudo. Tudo começa a ser noticiado primeiro lá".


No entanto, a jornalista afirma que isso também pode ser uma "armadilha", uma vez que as informações desses meios precisam ser checadas para evitar as chamadas "barrigadas" – informações erradas. "Temos de ter cuidado para não confiar em contas falsas, sites sem credibilidade. Por essa razão, a credibilidade da fonte deve ser exaustivamente confirmada", destaca Laura.


Para a Laura Bonilla, hoje as agência de notícias são muito pautadas pelas redes sociais, especialmente porque as notícias muitas vezes são geradas neste meio. Além disso, ressalta a necessidade da rapidez em apurar esses fatos. " Um minuto de difereça é muito importante para as agências".


No entanto, embora seja uma ferramenta essencial em temos de notícias tão fluídas na web, a jornalista alerta que o repórter precisa saber usá-la e não se acomodar. "Jornalista tem de tirar 'a bunda da cadeira', não pode passar o dia inteiro em frente ao computador, precisa ir para a rua também", conclui.


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