Jornalista russa é impedida de exercer profissão após tentar extorquir empresário

A jornalista e ex-diretora da agência de notícias russa Ura.ru, Aksana Panova, foi condenada a dois anos de prisão pelo Tribunal de Iekaterinburgo, após tentar extorquir o empresário Konstantin Kremko.

Atualizado em 13/01/2014 às 12:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Além disso, Panova terá de pagar uma multa de 400 mil rublos, cerca de US$ 12 mil, e ficará proibida de exercer a profissão.

Segundo o jornal Gazeta Russa , em 2007 a agência informou que Kremko, filho de um funcionário do governo regional, teve envolvimento na apreensão de lotes de terra, às margens do Lago Baltym. Após cinco anos, ele encaminhou um comunicado à polícia, dizendo que a jornalista havia feito chantagens para que as denúncias não fossem publicadas.

Crédito:Divulgação Aksana Panova (foto) foi condenada a deixar de atuar como jornalista

Panova anunciou que vai recorrer da decisão e ignorar a proibição de exercer seu trabalho. “É impossível proibir de praticar o jornalismo. Em nosso país há liberdade de expressão. Será que eu não vou poder dizer o que penso?”, questionou.

Segundo o advogado da associação inter-regional de direitos humanos, Ramil Ahmetgaliev, a privação do exercício da atividade jornalística não limita o direito de Panova à liberdade de expressão.

“Essa proibição se aplica à atividade jornalística na mídia oficial. Mas ela tem o direito de escrever e de se expressar em sites ou blogs”, explicou. Entretanto, Ahmetgaliev considera que a prática “é perigosa do ponto de vista dos direitos humanos”.