Jornalista que atribuiu demissão a cabelos grisalhos vira símbolo de combate a etarismo

Um dos nomes mais conhecidos do Canadá, a jornalista Lisa La Flamme está no centro de um debate de repercussão internacional sobre discriminação etária contra mulheres no mercado de trabalho.

Atualizado em 31/08/2022 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Após uma carreira de 30 anos no canal Bell Media, onde atuou como repórter e depois âncora do telejornal CTV National News, Lisa foi desligada da emissora na semana passada aos 58 anos.

Segundo ela, a demissão foi motivada por sua decisão, tomada na pandemia, de parar de pintar o cabelo de loiro e deixá-lo grisalho. " (...) eu ainda achava que teria muito mais tempo para contar mais histórias que impactam nossas vidas diárias", postou a jornalista, lamentando a perda do emprego. Crédito:Reprodução Nas redes sociais as respostas foram imediatas, com a maioria dos comentários condenando a emissora pela demissão. Diante do tsunami a equipe de gerenciamento de crises tentou agir rápido. Presidente e CEO da Bell Media, Mirko Bibic disse em comunicado que a cor do cabelo de LaFlamme não influenciou sua demissão, que estaria ligada, na verdade, a uma revisão de seu quadro de funcionários.
Seja como for, o episódio virou um símbolo internacional do preconceito que mulheres mais velhas sofrem no mercado de trabalho. Inúmeros veículos de imprensa de diferentes países repercutiram as alegações de Lisa, aumentando a onda de solidariedade à jornalista canadense.

Atentas ao movimento, marcas dos mais diversos produtos aproveitaram o caso para associar suas imagens ao combate ao etarismo. A rede de restaurantes de fast food Wendy 's trocou a cor vermelha do cabelo de sua mascote por um tom acinzentado. Já a marca de higiene pessoal Dove lançou no mercado canadense na semana passada a campanha Keep Grey (Fique Cinza) em "apoio às mulheres que envelhecem com confiança."