Jornalista marroquino que luta para exercer a profissão abandona greve de fome

Durante 35 dias, ele ingeriu apenas água, açúcar e sal

Atualizado em 29/07/2015 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista marroquino decidiu abandonar a greve de fome que iniciou no dia 24 de junho para protestar contra a decisão do governo de impedir seu país de renovar seus documentos e exercer a profissão, informou o próprio repórter à ABC.
Crédito:Reprodução Jornalista ficou mais de um mês em greve de fome no Marrocos
Lmrabet informou também que o ministro do Interior, Mohamed Hassad, garantiu que permitirá sua residência, primeiro passo para voltar a ser um cidadão no país. Para isso, ele deverá permanecer durante três meses em sua cidade natal, Tetuán.
O jornalista foi encaminhado a um hospital para se recuperar da greve de fome. . O repórter, que passou uma década na prisão, encerrou em abril a sua pena. Entretanto, autoridades marroquinas o proibiram de voltar a publicar seu semanário satírico.
No último dia 23 de julho, mais de 200 escritores, intelectuais e jornalistas assinaram uma carta ao rei de Marrocos, Mohamed VI, para manifestar preocupação sobre o caso de Lmrabet. Eles defenderam a "abertura, democratização e respeito dos direitos humanos como instrumentos para enfrentar o futuro".