Jornalista lança projeto colaborativo para publicar história em quadrinhos
Pedro Duarte conta a história de Tony Moon, um menino metódico que vivencia, pela imaginação fértil, divertidas e surpreendentes aventuras.
Atualizado em 28/11/2014 às 17:11, por
Christh Lopes*.
Com uma vida dedicada aos estudos, o menino Tony Moon tenta manter tudo sob controle. O dever de casa, por exemplo, é rigorosamente feito. Mas, no tempo livre, o garoto de apenas 12 anos costuma viajar num mundo imaginário, no qual vira agente secreto, ninja e até justiceiro. Essa história, cheia de aventuras, é narrada pelo jornalista Pedro Duarte num novo .
Crédito:Divulgação Pedro Duarte criou quadrinho financiado por projeto colaborativo
Responsável pelo site , o profissional quer levar adiante episódios inusitados vivenciados pelo personagem para transportar o leitor a um universo simples, onde tudo pode ser resolvido com um plano infalível. Com ilustrações de Brão Barbosa, o livro é recheado de tirinhas e anedotas sobre o cotidiano, numa linguagem simples e com diagramação leve e divertida.
Apesar de escrever uma história em quadrinhos, o blogueiro não é aquele ‘fã de carteirinha’ que coloca uma edição debaixo do braço na hora de assistir as adaptações no cinema. Ele tem apreço mesmo àquelas charges que estampam a seção de humor de um jornal, ou que figuram em provas e vestibulares, como Calvin e Haroldo, Dilbert e Peanuts, no qual Charlie Brown ficou conhecido.
Não que queira ser um Charles Schulz, mas a ideia de poder trabalhar com o mundo da ficção lhe atrai, assim como um enredo fechado, com começo, meio e fim. Já as sagas intermináveis ou um conto produzido várias vezes não chamam sua atenção. “O universo criado por Carl Barks me inspira bastante. Também a imaginação de Calvin, que me mostrou que é possível construir uma boa história em um cenário simples - uma cidade pequena, alguns amigos e uma família legal”, afirma.
Para conseguir produzir o sua história de quadrinhos, no entanto, preferiu contar com a ajuda do público. Através da plataforma de financiamento coletivo Catarse, pretende conseguir o valor necessário para publicar as aventuras de Moon. Nele, a pessoa apoia diretamente o autor e o site fica apenas com uma taxa administrativa, necessária para manter a estrutura digital em funcionamento.
No Brasil, a página se popularizou bastante, e já possui alguns cases de sucesso. Entre eles, está o pioneiro Dicionário Criativo, um dos primeiros a conseguir atingir uma meta pelo portal. Hoje, este coleciona prêmios, como o Santander Empreendedorismo 2011 e o Empreendedores Criativos.
Desde então, a ferramenta tem sido usada principalmente entre o público jovem, um dos targets de Duarte. “Lá, preparei vários kits. A pessoa pode comprar o livro autografado + caneca + quadro + pôster, com várias opções com valores acessíveis com a intenção de financiar o projeto, imprimir com o melhor papel possível, capa com verniz, relevo, tudo o que eu puder oferecer de melhor”.
Segundo o jornalista, a ideia não é ter um retorno financeiro, mas fazer algo bem feito para chegar ao maior número de pessoas. A aposta na qualidade tem dado certo. As expectativas do autor foram superadas e, em menos de um mês, conseguiu chegar próximo à metade da meta estipulada para o sucesso da empreitada. Esse número é resultado de um ativo engajamento do público.
Além do apoio da audiência do Bacanudo, apareceram novos fãs que ainda não conheciam o trabalho do blogueiro. “Muita gente nova surgiu, entrevistas, participações em programas, até mesmo seguidores na rede social. É impressionante! A meta é publicar o primeiro livro. E depois outras aventuras de Moon! É um personagem que adoro e que não pretendo abandonar tão cedo”.
Tony Moon, fora do controle!
Tony Moon, de apenas 12 anos, é aquele menino que lancha sanduíche de ricota quase todos os dias e que acaba vítima de uma conspiração gigantesca, cheia de suspeitos, bom-humor e sacadas sobre a vida moderna, escolhas e até sobre o que se passa na TV. Ao longo da história, o garoto metódico, que está empenhado nos estudos, entenderá que não é possível controlar tudo o que faz.
Crédito:Divulgação Tony Moon conta história de adolescente e sua turma
O leitor, que acompanha tudo de perto, conhece o pragmatismo dele e de sua família, que coloca pressão sobre grande parte dos afazeres da criança. A história é narrada em terceira pessoa, o que deixa com que fique mais informal e próxima de quem acompanha as aventuras do herói.
Sem um público alvo definido, o jornalista trabalha com uma linguagem simples e informal, mas sem deixar se infantilizar. Além de Tony Moon, você poderá conhecer Cabelo, Annie, Manu Blue, o seu vizinho, Barbudo e Barulhento, o Zelador, que são alguns personagens que compõem a trama.
“É uma boa história, sem maiores pretensões, e que não subestima a inteligência de ninguém. Você vai se divertir, amar, odiar e até ter pena do personagem principal, porque é assim que a vida é feita”, disserta o autor. O menino, de sanduíche e suco de caixinha na mochila, tem surpreendido o público, que chegou até a pedir uma versão audiovisual. “Todo mundo que leu a história fala isso”.
Um caminho nesse sentido seguiu Caco Galhardo, ao levar para as telinhas a famosa Lili, que se separou do marido para fugir com um homem, e uma semana depois, voltou. Reginaldo, porém, não quis ela de volta e os dois protagonizam histórias divertidas após a jovem se mudar para o apartamento ao lado do ex-marido. Exibida pela GNT, a série é sucesso de crítica e audiência.
Ao falar sobre um eventual convite para levar a história de Tony Moon para a televisão, o jornalista afirma que seria uma ‘ótima’ animação, devido ao universo divertido criado em torno do personagem. “Mas eu não penso nisso”, ressalta Duarte.
“Não penso nisso agora, pois a campanha é cansativa e é muito difícil acompanhar diariamente e diretamente quem compra, apoia e acredita. Mas, desde que não altere o conteúdo drasticamente, seria um prazer enorme ver aquele universo se movimentando em alguma outra mídia”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Divulgação Pedro Duarte criou quadrinho financiado por projeto colaborativo
Responsável pelo site , o profissional quer levar adiante episódios inusitados vivenciados pelo personagem para transportar o leitor a um universo simples, onde tudo pode ser resolvido com um plano infalível. Com ilustrações de Brão Barbosa, o livro é recheado de tirinhas e anedotas sobre o cotidiano, numa linguagem simples e com diagramação leve e divertida.
Apesar de escrever uma história em quadrinhos, o blogueiro não é aquele ‘fã de carteirinha’ que coloca uma edição debaixo do braço na hora de assistir as adaptações no cinema. Ele tem apreço mesmo àquelas charges que estampam a seção de humor de um jornal, ou que figuram em provas e vestibulares, como Calvin e Haroldo, Dilbert e Peanuts, no qual Charlie Brown ficou conhecido.
Não que queira ser um Charles Schulz, mas a ideia de poder trabalhar com o mundo da ficção lhe atrai, assim como um enredo fechado, com começo, meio e fim. Já as sagas intermináveis ou um conto produzido várias vezes não chamam sua atenção. “O universo criado por Carl Barks me inspira bastante. Também a imaginação de Calvin, que me mostrou que é possível construir uma boa história em um cenário simples - uma cidade pequena, alguns amigos e uma família legal”, afirma.
Para conseguir produzir o sua história de quadrinhos, no entanto, preferiu contar com a ajuda do público. Através da plataforma de financiamento coletivo Catarse, pretende conseguir o valor necessário para publicar as aventuras de Moon. Nele, a pessoa apoia diretamente o autor e o site fica apenas com uma taxa administrativa, necessária para manter a estrutura digital em funcionamento.
No Brasil, a página se popularizou bastante, e já possui alguns cases de sucesso. Entre eles, está o pioneiro Dicionário Criativo, um dos primeiros a conseguir atingir uma meta pelo portal. Hoje, este coleciona prêmios, como o Santander Empreendedorismo 2011 e o Empreendedores Criativos.
Desde então, a ferramenta tem sido usada principalmente entre o público jovem, um dos targets de Duarte. “Lá, preparei vários kits. A pessoa pode comprar o livro autografado + caneca + quadro + pôster, com várias opções com valores acessíveis com a intenção de financiar o projeto, imprimir com o melhor papel possível, capa com verniz, relevo, tudo o que eu puder oferecer de melhor”.
Segundo o jornalista, a ideia não é ter um retorno financeiro, mas fazer algo bem feito para chegar ao maior número de pessoas. A aposta na qualidade tem dado certo. As expectativas do autor foram superadas e, em menos de um mês, conseguiu chegar próximo à metade da meta estipulada para o sucesso da empreitada. Esse número é resultado de um ativo engajamento do público.
Além do apoio da audiência do Bacanudo, apareceram novos fãs que ainda não conheciam o trabalho do blogueiro. “Muita gente nova surgiu, entrevistas, participações em programas, até mesmo seguidores na rede social. É impressionante! A meta é publicar o primeiro livro. E depois outras aventuras de Moon! É um personagem que adoro e que não pretendo abandonar tão cedo”.
Tony Moon, fora do controle!
Tony Moon, de apenas 12 anos, é aquele menino que lancha sanduíche de ricota quase todos os dias e que acaba vítima de uma conspiração gigantesca, cheia de suspeitos, bom-humor e sacadas sobre a vida moderna, escolhas e até sobre o que se passa na TV. Ao longo da história, o garoto metódico, que está empenhado nos estudos, entenderá que não é possível controlar tudo o que faz.
Crédito:Divulgação Tony Moon conta história de adolescente e sua turma
O leitor, que acompanha tudo de perto, conhece o pragmatismo dele e de sua família, que coloca pressão sobre grande parte dos afazeres da criança. A história é narrada em terceira pessoa, o que deixa com que fique mais informal e próxima de quem acompanha as aventuras do herói.
Sem um público alvo definido, o jornalista trabalha com uma linguagem simples e informal, mas sem deixar se infantilizar. Além de Tony Moon, você poderá conhecer Cabelo, Annie, Manu Blue, o seu vizinho, Barbudo e Barulhento, o Zelador, que são alguns personagens que compõem a trama.
“É uma boa história, sem maiores pretensões, e que não subestima a inteligência de ninguém. Você vai se divertir, amar, odiar e até ter pena do personagem principal, porque é assim que a vida é feita”, disserta o autor. O menino, de sanduíche e suco de caixinha na mochila, tem surpreendido o público, que chegou até a pedir uma versão audiovisual. “Todo mundo que leu a história fala isso”.
Um caminho nesse sentido seguiu Caco Galhardo, ao levar para as telinhas a famosa Lili, que se separou do marido para fugir com um homem, e uma semana depois, voltou. Reginaldo, porém, não quis ela de volta e os dois protagonizam histórias divertidas após a jovem se mudar para o apartamento ao lado do ex-marido. Exibida pela GNT, a série é sucesso de crítica e audiência.
Ao falar sobre um eventual convite para levar a história de Tony Moon para a televisão, o jornalista afirma que seria uma ‘ótima’ animação, devido ao universo divertido criado em torno do personagem. “Mas eu não penso nisso”, ressalta Duarte.
“Não penso nisso agora, pois a campanha é cansativa e é muito difícil acompanhar diariamente e diretamente quem compra, apoia e acredita. Mas, desde que não altere o conteúdo drasticamente, seria um prazer enorme ver aquele universo se movimentando em alguma outra mídia”, conclui.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





