Jornalista e produtor do Peru são condenados à prisão por difamar jogador de futebol

Jornalista e produtor do Peru são condenados à prisão por difamar jogador de futebol

Atualizado em 22/10/2008 às 13:10, por Redação Portal IMPRENSA.

Um tribunal de Lima, no Peru, condenou a jornalista Magaly Medina - apresentadora do programa noturno de fofocas "Magaly Te Ve", na emissora de televisão ATV, e proprietária da publicação semanal Magaly - e o produtor Ney Guerrero Orellana por difamação contra o jogador de futebol Paolo Guerrero. Eles receberam uma sentença de cinco e três meses de prisão, respectivamente, e terão que pagar US$ 26 mil de indenização.

Os dois veículos de propriedade de Magaly publicaram, em novembro de 2007, fotografias e vídeos de Guerrero em uma casa noturna de Lima. A jornalista teria afirmado que o jogador passou a noite anterior a uma partida entre as seleções nacionais de Peru e Brasil bebendo. No entanto, uma investigação da Federação Peruana de Futebol concluiu que as imagens haviam sido feitas dias antes.

Guerrero entrou com uma ação contra a jornalista e o produtor por difamação, alegando que a divulgação das informações havia provocado danos a sua honra e arruinado sua reputação, informou o jornal El Comercio .

"Os casos de difamação devem ser julgados em processos civis e não em penais, nos quais podem ser determinadas sentenças de prisão. Instamos a corte de apelação a invalidar a condenação penal e liberar Magaly e Orellana", declarou Carlos Lauria, Coordenador Sênior do Programa das Américas do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Foto: Divulgação

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