Jornalista e produtor do Peru são condenados à prisão por difamar jogador de futebol
Jornalista e produtor do Peru são condenados à prisão por difamar jogador de futebol
Um tribunal de Lima, no Peru, condenou a jornalista Magaly Medina - apresentadora do programa noturno de fofocas "Magaly Te Ve", na emissora de televisão ATV, e proprietária da publicação semanal Magaly - e o produtor Ney Guerrero Orellana por difamação contra o jogador de futebol Paolo Guerrero. Eles receberam uma sentença de cinco e três meses de prisão, respectivamente, e terão que pagar US$ 26 mil de indenização.
Os dois veículos de propriedade de Magaly publicaram, em novembro de 2007, fotografias e vídeos de Guerrero em uma casa noturna de Lima. A jornalista teria afirmado que o jogador passou a noite anterior a uma partida entre as seleções nacionais de Peru e Brasil bebendo. No entanto, uma investigação da Federação Peruana de Futebol concluiu que as imagens haviam sido feitas dias antes.
Guerrero entrou com uma ação contra a jornalista e o produtor por difamação, alegando que a divulgação das informações havia provocado danos a sua honra e arruinado sua reputação, informou o jornal El Comercio .
"Os casos de difamação devem ser julgados em processos civis e não em penais, nos quais podem ser determinadas sentenças de prisão. Instamos a corte de apelação a invalidar a condenação penal e liberar Magaly e Orellana", declarou Carlos Lauria, Coordenador Sênior do Programa das Américas do Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).
Foto: Divulgação
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