Jornalista é processada por reportagem sobre casa de massagem no Egito

Mona Iraqi disse que o local era um "antro de sexo entre homens".

Atualizado em 25/02/2015 às 19:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma apresentadora de TV do Egito enfrenta um processo na Justiça por conta de uma reportagem sobre uma casa de massagem em Cairo. Mona Iraqi disse que o local era um "antro de sexo entre homens" e agora é acusada de difamação.
Crédito:Reprodução/Facebook Mona Iraqi é acusada de difamação por personagens de reportagem
Segundo o portal Al Arabiya, tudo começou quando Mona denunciou o local para a polícia. No Egito, onde a religião islâmica tem fortes raízes na sociedade, relações homossexuais costumam ser tratadas como "atentado ao pudor" pelas autoridades, apesar de não ser expressamente proibida por lei.
Através de seu programa no canal por assinatura Al-Qahira Wel Nas, Mona mostrou a ação da polícia na casa de massagem, inclusive transmitindo imagens dos homens seminus no local. Durante a reportagem, a jornalista disse que se tratava de um "antro de sexo entre homens".
Criticada, Mona afirmou que o intuito da reportagem era denunciar "o tráfico de pessoas para prostituição masculina e a propagação da Aids pelo Egito", e que não quis ofender homossexuais. A ação policial, que aconteceu em dezembro, prendeu 26 homens por "atentado ao pudor", mas todos acabaram sendo libertados. A Justiça entendeu que não havia evidência de que "atos homossexuais" aconteciam na casa.
Agora, a jornalista enfrenta dois processos na Justiça: um movido pelos homens mostrados na matéria, que a acusam de "difamação" e "divulgar notícias falsas"; e outro que quer tirar seu do ar. Mona irá a julgamento em 4 de abril e em 1 de março.