Quinta-feira, 15 de outubro de 2026 ■ MPJ · Mais Pelo Jornalismo

Jornalista e dissidente cubano reclama das condições de seu exílio na Espanha

Jornalista e dissidente cubano reclama das condições de seu exílio na Espanha

Libertado em julho de 2010 após ficar preso durante sete anos, o jornalista e dissidente cubano Julio César Gálvez reclamou das condições em que vive exilado na Espanha.
Em carta ao Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), Gálvez diz que "parece que o governo espanhol está nos punindo". No texto, ele relata os percalços de seu cotidiano em Vallecas, uma zona industrial da capital espanhola, Madri.
O jornalista vive com a mulher e o filho de cinco anos em um albergue, onde banheiros e outras instalações são coletivos e, por isso, não deixam lugar para a intimidade. Além disso, eles estão sem dinheiro, "apesar da ajuda prometida pela Embaixada da Espanha em Havana".
Gálvez fez parte do primeiro grupo de presos políticos libertados por Raúl Castro a partir de julho de 2010. Preso desde 2003, durante a chamada "Primavera Negra", e condenado a 14 anos de detenção, o jornalista se exilou na Espanha com outros 17 libertados. Outros três continuam presos por se negarem a deixar a ilha.
"O governo de José Luis Rodríguez Zapatero reluta em nos dar asilo político depois de nos ajudar a sair da prisão e nos trazer para a Espanha", escreveu ele em seu blog.
Por fim, Gálvez, que antes de ser preso trabalhava como repórter independente, afirmo que não espera mais nada do que foi prometido pelas autoridades da Espanha antes de se exilar no país.
"Só quero refazer minha vida, enquanto aprendo a viver em liberdade e numa democracia. Mas, para isso, é preciso ter estabilidade, um lugar para viver, o que até agora não temos. Esperamos que as promessas feitas se cumpram logo", afirmou. As informações são do Knight Center for Journalism in the Anericas.

Leia mais
Jornalista e dissidente cubano reclama das condições de seu exílio na Espanha

Leia também