Jornalista da “Folha” conta experiência de viver rotina de quem pede dinheiro nas ruas
Os olhares menos apressados de quem vive nas grandes cidades já devem ter se cruzado com artistas de rua vendendo seu trabalho ou mesmo voluntários de ONGs em busca de doações.
Atualizado em 04/02/2014 às 16:02, por
Danubia Paraizo.
Mas como será o dia a dia dessas pessoas? Eles têm algum tipo de treinamento para abordar o público? Como lidar com o possível mau humor do povo? Será que eles ganham rios de dinheiro? Em busca de um retrato mais próximo dessa realidade, o repórter da Folha de S.Paulo, Chico Felitti, fez uma imersão nesse universo.
Crédito:Eduardo Knapp/Folha Imagem, FOLHATEEN Felitti vendeu livros, poesias e pediu doações nas ruas de São Paulo Durante quatro dias, o jornalista foi às ruas da capital paulista pedir doações para as ONGs Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras, além de vender livros sobre meditação e ioga para uma comunidade hare krishna e obras de poesias feitas à mão. Ganhou no total R$ 160, sete balas, um cigarro e um poema durante a missão.
A experiência foi publicada na matéria “ ”, capa da revista sãopaulo desta semana. Em entrevista à IMPRENSA, Felitti contou os bastidores da reportagem, bem como, o aprendizado fruto desse tipo de cobertura.
“A ideia inicial do meu editor, o Ivan Finotti, era viver a vida de um morador de rua por alguns dias. Por dificuldades de produção, a pauta não deu certo, mas pensei: por que não me passar por uma dessas pessoas que pedem dinheiro na rua?’”.
Esta não é a primeira vez que Felitti incorpora a vida de seus personagens para dar ao leitor um olhar diferente nas reportagens. Como trabalho de conclusão de curso da faculdade de jornalismo na PUC-SP, passou uma semana com garotos de programa na região do Trianon. “Não cheguei a praticar, mas os acompanhei e agia como se eu fosse um deles”, destaca. Já para o caderno "Folha Teen", o jornalista entrou como infiltrado com menores de idade em algumas baladas da cidade.
“Este é um tipo de reportagem que funciona em alguns casos, mas não necessariamente em todos. Há situações que são melhores reportadas se você entrar na realidade de seus personagens. Mas claro que o jornalista nunca vai viver exatamente o que o outro vive, mas é possível, ao menos, ter uma noção mais próxima”, finaliza.
Crédito:Eduardo Knapp/Folha Imagem, FOLHATEEN Felitti vendeu livros, poesias e pediu doações nas ruas de São Paulo Durante quatro dias, o jornalista foi às ruas da capital paulista pedir doações para as ONGs Greenpeace e Médicos Sem Fronteiras, além de vender livros sobre meditação e ioga para uma comunidade hare krishna e obras de poesias feitas à mão. Ganhou no total R$ 160, sete balas, um cigarro e um poema durante a missão.
A experiência foi publicada na matéria “ ”, capa da revista sãopaulo desta semana. Em entrevista à IMPRENSA, Felitti contou os bastidores da reportagem, bem como, o aprendizado fruto desse tipo de cobertura.
“A ideia inicial do meu editor, o Ivan Finotti, era viver a vida de um morador de rua por alguns dias. Por dificuldades de produção, a pauta não deu certo, mas pensei: por que não me passar por uma dessas pessoas que pedem dinheiro na rua?’”.
Esta não é a primeira vez que Felitti incorpora a vida de seus personagens para dar ao leitor um olhar diferente nas reportagens. Como trabalho de conclusão de curso da faculdade de jornalismo na PUC-SP, passou uma semana com garotos de programa na região do Trianon. “Não cheguei a praticar, mas os acompanhei e agia como se eu fosse um deles”, destaca. Já para o caderno "Folha Teen", o jornalista entrou como infiltrado com menores de idade em algumas baladas da cidade.
“Este é um tipo de reportagem que funciona em alguns casos, mas não necessariamente em todos. Há situações que são melhores reportadas se você entrar na realidade de seus personagens. Mas claro que o jornalista nunca vai viver exatamente o que o outro vive, mas é possível, ao menos, ter uma noção mais próxima”, finaliza.





