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Jornalista cubano que protestou em jejum contra governo em 2010 é preso

Jornalista cubano que protestou em jejum contra governo em 2010 é preso

A polícia cubana prendeu o dissidente político e jornalista Guillermo Fariñas, vencedor do prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento e protagonista de uma greve de fome de 135 dias. Segundo a Folha.com, a informação foi confirmada pela mãe do ativista, Alicia Hernández. A prisão aconteceu no mesmo dia em que se lembra o falecimento de outro dissidente, Orlando Zapata Tamayo, após 85 dias de greve de fome, há um ano.
Alicia informou que seu filho foi preso depois de discutir com os policiais que vigiam a casa, o que precipitou sua detenção. "Dois oficiais o prenderam aqui em casa, depois que ele subiu ao sótão e gritou contra o governo, lembrando Zapata", disse Alicia.
Segundo o dissidente Elizardo Sánchez, líder da Comissão de Direitos Humanos de Cuba (ilegal), "ocorreram ao menos 46 detenções arbitrárias" nos últimos dias, além de "meia centena de prisões domiciliares em toda a Ilha".
Fariñas, iniciou sua greve de fome logo após a morte do colega. Zapata, um operário negro de 42 anos que morreu em 23 de fevereiro de 2010 em um hospital de Havana, após 85 dias em jejum na prisão para exigir melhores condições carcerárias.

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