Jornalista condenada por não revelar fontes recebe apoio judicial de organizações
Jornalista condenada por não revelar fontes recebe apoio judicial de organizações
A jornalista Toni Locy, ex-repórter do USA Today , recebeu nesta quarta-feira (02), apoio de 18 organizações noticiosas e 15 organizações profissionais e sindicais por correr o risco de ser condenada se não quebrar seu sigilo profissional e entregar suas fontes.
As organizações lançaram um amicus curiae , procedimento que permite a terceiros apresentar perante o tribunal argumentos que contribuam para uma melhor compreensão de um tema de reconhecido interesse público.
O procedimento foi preparado por uma equipe de advogados, e defende que o Tribunal de Recurso do Circuito de Washington D.C. reconheça o direito constitucional dos repórteres ao sigilo profissional, permitindo que a jornalista proteja as suas fontes de informação.
De acordo com as organizações que lançaram o amicus curiae , os precedentes existentes na comarca exigem que os materiais noticiosos solicitados pelo tribunal vão "ao cerne da questão" e sejam "cruciais" para o caso, algo que não acontece no caso de Locy.
Além do mais, o interesse público em proteger as fontes de um repórter e a manutenção da livre circulação de informação são, no entender dos redatores do procedimento judicial, muito mais importantes que qualquer benefício privado que Steven Hatfill - que entrou com a queixa contra ela - possa ter se todas as fontes da jornalista forem divulgadas.
Com informações do site do Sindicato dos Jornalistas de Portugal.
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