Jornalista angolano é condenado a 12 anos de prisão por crime contra o Estado
Jornalista angolano é condenado a 12 anos de prisão por crime contra o Estado
Nesta terça-feira (16), o jornalista angolano Fernando Lello, antigo correspondente da rádio Voz da América, na província de Cabinda - sudoeste da África - foi condenado pelo Tribunal Militar de Cabinda a 12 anos de prisão por prática de crime contra a segurança do Estado e instigação à rebelião armada no enclave, informou o site Expresso.
Para Martinho Nombo, advogado de defesa de Fernando, a sentença foi uma "autêntica encenação", e reforçou a idéia de que em Angola "a justiça não existe".
"Fernando Lello não esteve em Buco-Zau a 12 de Julho de 2007, local onde foi indiciado como tendo praticado o crime contra a segurança do Estado conforme consta na acusação, mas sim em Malongo, onde trabalhava para uma empresa petrolífera, que confirmou este detalhe", alegou Nombo.
De acordo com o advogado, o processo estava "viciado", uma vez que não foi instruído em Cabinda, mas na capital angolana, Luanda.
"Este foi o dia mais negro que vive até hoje na minha modesta atividade de defender casos como este", frisou Martinho.
Fernando Lello foi preso em Novembro de 2007 por autoridades angolanas quando já não trabalhava para a Voz da América. Depois foi transferido para uma cadeia de Luanda, enquanto decorriam as investigações e devolvido no final do mês passado para a cidade de Cabinda para julgamento. As autoridades angolanas nunca especificaram os crimes que teriam sido cometidos pelo jornalista.
Juntamente com Lello, outros quatro acusados de envolvimento no caso foram condenados pelo juiz presidente do Tribunal Militar de Cabinda, António Miguel, a 13 anos de prisão.
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