Jornalista americano vetado na China diz que repressão piorou com Xi Jinping

O norte-americano Paul Mooney, que teve seu visto negado pelo governo chinês após trabalhar mais de 18 anos como correspondente no país, defendeu, em entrevista à agência Efe, que a repressão aumentou "gravemente" com a chegada de Xi Jinping ao poder há um ano.

Atualizado em 11/11/2013 às 18:11, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista acha que foi proibido de atuar no país por fazer denúncias
"Fiquei muito surpreso quando analistas previram que a China iria realizar reformas, já que aconteceu o contrário. Desde a chegada ao poder de Xi, a situação dos direitos humanos se deteriorou gravemente", avalia o jornalista.
"As condições são muito piores agora do que sob Hu Jintao [antecessor de Xi]", explica Mooney, que prevê que “as coisas vão ficar muito pior e assim permanecerão até que os líderes do Partido Comunista sejam pressionados e percebam que a repressão não funciona”.
Mooney passou oito meses esperando que o governo chinês analisasse seu pedido de visto de jornalista para trabalhar e, finalmente, na última sexta-feira (8/11), ele foi negado. “Obviamente, eu fui rejeitado pela cobertura que tenho feito sobre os direitos humanos, a justiça social, Tibet, Xinjiang e assuntos relacionados".
Para o jornalista, que se disse surpreso com a relevância internacional que seu caso ganhou, isso é parte de uma tendência geral mais preocupante, "a única tática do governo chinês, que é suprimir qualquer um que tenha um discurso contrário".