Jornalista americana relata período de cativeiro na Líbia, durante Convenção de Viena

A jornalista americana Clara Gillis, que foi detida por partidários do regime de Moammar Gadhafi, junto com mais dois colegas, quando fazia a cobertura dos conflitos na Líbia, testemunhou, nesta quarta-feira (28), na Convenção de Vienna, sobre a sua experiência durante os 44 dias em que ficou presa em cativeiro, informa o site .

Atualizado em 28/07/2011 às 11:07, por Redação Portal IMPRENSA.



"Os soldados deram socos e coronhadas com seus rifles, amarraram nossas mãos e nos jogaram na traseira de uma caminhonete", relatou a repórter, detida no dia 5 de abril.

Clara contou que foi submetida a longos interrogatórios, perante autoridades do país, sem a presença de um advogado. Ela foi obrigada a assinar uma série de documentos, escritos em árabe, idioma que não sabe ler. "[O documeto] poderia dizer que sou espiã, poderia ser um certificado para eu assinar minha própria morte."

Os consulados húngaro e turco conseguiram libertá-la no dia 18 de maio.


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