Jornalismo canhoto
Jornalismo canhoto
Atualizado em 12/01/2009 às 15:01, por
Fabrício Teixeira.
Por O Fórum Social Mundial, que acontece no final de janeiro em Belém, movimenta os veículos engajados nas pautas sociais, à esquerda da grande mídia, e revela as fragilidades do jornalismo militante
A crise financeira mundial fez soar o alarme da macroeconomia. As bolsas entraram em colapso, os mercados tentaram conter desesperadamente a evasão de capital, os bancos precisaram interromper o fluxo de crédito, a produção estagnou e enxugou orçamentos, o câmbio voltou à volatilidade e assustou os emergentes. De repente, quando o Estado apareceu para refrescar os ânimos liberais, viu-se que o mercado não era tão sólido quanto se dizia.
Para a esquerda, foi um êxtase. Finalmente o slogan que construíra para o fórum mundial organizado pela primeira vez em 2001, em desagravo à política neoliberal, teria que ser engolido pela política mais conservadora. E a 9.ª edição do Fórum Social Mundial (FSM), que volta ao Brasil após passar pelo Quênia, é a primeira que acontece sob o clima da crise internacional, assim como o Fórum Econômico Mundial, que acontece simultaneamente, em janeiro, na Suíça. Ambos os eventos devem contar com cobertura da imprensa, dentro dos pesados estigmas de esquerda contra direita.
Na primeira edição do Fórum Social Mundial nasceu a revista Fórum, que apesar do nome e de se identificar totalmente com as causas debatidas no evento, não é sua publicação oficial. O número zero circulou em abril de 2001 e, graças à repercussão junto aos principais movimentos sociais brasileiros, tornou-se periódica no mesmo ano. Renato Rovai, editor da publicação, analisa: "a cobertura da mídia tradicional sobre temas de relevância social é muito rasa e superficial. No caso de coberturas como a do Fórum Social o que vemos é uma desqualificação do evento com aquela coisa chavão de personagens com barba ou cabelo comprido".
Leia matéria completa na edição 242 de IMPRENSA
A crise financeira mundial fez soar o alarme da macroeconomia. As bolsas entraram em colapso, os mercados tentaram conter desesperadamente a evasão de capital, os bancos precisaram interromper o fluxo de crédito, a produção estagnou e enxugou orçamentos, o câmbio voltou à volatilidade e assustou os emergentes. De repente, quando o Estado apareceu para refrescar os ânimos liberais, viu-se que o mercado não era tão sólido quanto se dizia.
Para a esquerda, foi um êxtase. Finalmente o slogan que construíra para o fórum mundial organizado pela primeira vez em 2001, em desagravo à política neoliberal, teria que ser engolido pela política mais conservadora. E a 9.ª edição do Fórum Social Mundial (FSM), que volta ao Brasil após passar pelo Quênia, é a primeira que acontece sob o clima da crise internacional, assim como o Fórum Econômico Mundial, que acontece simultaneamente, em janeiro, na Suíça. Ambos os eventos devem contar com cobertura da imprensa, dentro dos pesados estigmas de esquerda contra direita.
Na primeira edição do Fórum Social Mundial nasceu a revista Fórum, que apesar do nome e de se identificar totalmente com as causas debatidas no evento, não é sua publicação oficial. O número zero circulou em abril de 2001 e, graças à repercussão junto aos principais movimentos sociais brasileiros, tornou-se periódica no mesmo ano. Renato Rovai, editor da publicação, analisa: "a cobertura da mídia tradicional sobre temas de relevância social é muito rasa e superficial. No caso de coberturas como a do Fórum Social o que vemos é uma desqualificação do evento com aquela coisa chavão de personagens com barba ou cabelo comprido".
Leia matéria completa na edição 242 de IMPRENSA






