Jornal venezuelano anuncia fim de edição impressa por falta de papel
O jornal venezuelano Diario La Verdad anunciou na última terça-feira (29/6) o fim de sua edição impressa por falta de papel. O veículo já não ia às bancas desde o último domingo (26/6) e entrou para a lista de publicações que tiveram de encerrar suas versões impressas.
Atualizado em 29/06/2016 às 13:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
anunciou na última terça-feira (29/6) o fim de sua edição impressa por falta de papel. O veículo já não ia às bancas desde o último domingo (26/6) e entrou para a lista de publicações que tiveram de encerrar suas versões impressas.
Crédito:Reprodução Veículo se soma aos diversos jornais que sofrem com a falta de papel na Venezuela
De acordo com O Globo , o Diario apelou pelo direito à informação e à liberdade de expressão e destacou a crise econômica no país. "Agradecemos à solidariedade dos nossos leitores, anunciantes e distribuidores, que infelizmente não são alheios às dificuldades que impõe a escassez sobre seus inventários comerciais e as prateleiras de suas casas".
O presidente do Colégio Nacional de Periodistas, Tinedo Guía, afirmou que o governo vai contra quaisquer críticos a suas políticas. Ele informou ainda que mais de 200 emissoras perderam suas concessões.
"O panorama é obscuro. Muitos jornais tiveram que passar a ser semanários. Os jornais que mudaram de dono pioraram em qualidade porque tiram a proeminência das notícias que deveriam ser de primeira página".
Nos últimos dias, entidades como o Instituto Imprensa e Sociedade (Ipys) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciaram o intenso cerco à liberdade de expressão na Venezuela
Segundo as organizações, um protesto no início do mês resultou em 19 registros de agressões contra jornalistas. Citaram ainda os ataques de simpatizantes chavistas a sedes de quatro jornais, entre elas, a do El Nacional, além de ações contra editores por questionamentos ao governo.
Crédito:Reprodução Veículo se soma aos diversos jornais que sofrem com a falta de papel na Venezuela
De acordo com O Globo , o Diario apelou pelo direito à informação e à liberdade de expressão e destacou a crise econômica no país. "Agradecemos à solidariedade dos nossos leitores, anunciantes e distribuidores, que infelizmente não são alheios às dificuldades que impõe a escassez sobre seus inventários comerciais e as prateleiras de suas casas".
O presidente do Colégio Nacional de Periodistas, Tinedo Guía, afirmou que o governo vai contra quaisquer críticos a suas políticas. Ele informou ainda que mais de 200 emissoras perderam suas concessões.
"O panorama é obscuro. Muitos jornais tiveram que passar a ser semanários. Os jornais que mudaram de dono pioraram em qualidade porque tiram a proeminência das notícias que deveriam ser de primeira página".
Nos últimos dias, entidades como o Instituto Imprensa e Sociedade (Ipys) e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), denunciaram o intenso cerco à liberdade de expressão na Venezuela
Segundo as organizações, um protesto no início do mês resultou em 19 registros de agressões contra jornalistas. Citaram ainda os ataques de simpatizantes chavistas a sedes de quatro jornais, entre elas, a do El Nacional, além de ações contra editores por questionamentos ao governo.





