Jornal racista da USP causa polêmica
Jornal racista da USP causa polêmica
Atualizado em 22/06/2005 às 16:06, por
Pedro Venceslau.
Por "A escravidão como salvação dos negros africanos". Essa manchete, do jornal "Gazieta", editado por alunos da faculdade de direito da USP, causou constrangimento para o Centro Acadêmico XI de Agosto, uma das mais antigas e respeitadas agremiações estudantis da América Latina. Em entrevista para o jornal Folha de S.Paulo, Fernando Borges, presidente do C.A, afirma que a publicação, embora assinada pela chapa eleita, não reflete a posição da entidade. Além da referida manchete, o jornal traz várias referências homofônicas e racistas. "Foram membros da chapa, não do centro acadêmico, e essas pessoas já se retrataram publicamente", diz Borges, á Folha.
O informativo circulou com tiragem de exemplares e já existe há quatro anos.
Nos corredores da Faculdade, a reação foi imediata. Cartas e notas assinadas por alunos negros e pela direção do centro repudiavam a discriminação racial, e os membros da Escória responsáveis pela "Gazieta", que se auto-intitulam "Mão de Deus", fizeram um comunicado de retratação.
A Faculdade de Direito da USP divulgou uma nota oficial informando que: "frases de suposto caráter racista, lançadas isoladamente por alguns alunos em jornal estudantil, tornamos público que a instituição repudia veementemente todos os tipos de forma de racismo e discriminação. Como é notório, a Faculdade de Direito do largo São Francisco sempre teve, tem e terá como um de seus maiores objetivos a promoção e a proteção dos Direitos Humanos".
O informativo circulou com tiragem de exemplares e já existe há quatro anos.
Nos corredores da Faculdade, a reação foi imediata. Cartas e notas assinadas por alunos negros e pela direção do centro repudiavam a discriminação racial, e os membros da Escória responsáveis pela "Gazieta", que se auto-intitulam "Mão de Deus", fizeram um comunicado de retratação.
A Faculdade de Direito da USP divulgou uma nota oficial informando que: "frases de suposto caráter racista, lançadas isoladamente por alguns alunos em jornal estudantil, tornamos público que a instituição repudia veementemente todos os tipos de forma de racismo e discriminação. Como é notório, a Faculdade de Direito do largo São Francisco sempre teve, tem e terá como um de seus maiores objetivos a promoção e a proteção dos Direitos Humanos".





