Jornal ligado ao governo chinês afirma que não há liberdade na internet sem ordem
"Diário do Povo" justificou o controle da rede como um ato pela liberdade na Internet, que, segundo o jornal, não pode existir sem ordem.
Atualizado em 28/04/2014 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O principal jornal do Partido Comunista da China, ligado ao governo vigente na regiã,o justificou as recentes decisões das autoridades de aumentar o controle da rede como um ato pela preservação da liberdade na internet, que, segundo a publicação, não pode existir sem ordem. O pronunciamento procura explicar a exclusão de vários programas de TV norte-americanos de sites chineses.
De acordo com Reuters, o texto foi assinado por "Zhong Sheng", nome que significa "voz da China" e costuma ser usado pelo periódico para expressar opiniões de política externa. "Embora pessoas comuns e governos desfrutem das conveniências trazidas pela Internet, eles também experimentam os efeitos negativos da internet e os perigos ocultos à segurança", disse o comentário publicado no Diário do Povo , órgão oficial do PC.
"Se não há ordem na Internet, como pode haver liberdade na Internet? Quem desfruta e exercita seus direitos e liberdades na Internet não pode prejudicar o interesse público e não pode violar leis, regulamentos e a ética pública", completa. A retirada incluiu os seriados “The Big Bang Theory”, “The Practice”, “The Good Wife” e “NCIS”, por ordem do governo local, mas ainda não se sabe qual o motivo que levou a suspensão das páginas relativas aos programas citados.
Em busca feita nos serviços de vídeo Youku Tudou, Sohu e Tencent, o usuário não conseguirá encontrar nada a respeito das séries, apenas mensagens dizendo que esses conteúdos estão temporariamente indisponíveis. "Acredito que seja um fato isolado, que não representa uma mudança de política com relação aos programas de TV norte-americanos", disse o executivo-chefe do Sohu, Charles Zhang, a jornalistas. O Youku Tudou e o Tencent não quiseram comentar a ordem do governo para tirar o material do ar.
Em contrapartida, o canal estatal CCTV informou que havia adquirido os direitos exclusivos sobre “The Big Bang Theory”, mas não ficou claro se tais direitos abrangem também a internet ou apenas a exibição por televisão.
Com o crescente controle exercido por Pequim sobre os conteúdos na rede desde a posse do presidente Xi Jinping há um ano, grandes portais já sofreram algum tipo de censura, como o provedor Sina Corp., um dos maiores do país, que teve suas autorizações de publicação revogadas por permitir conteúdos "lascivos e pornográficos".
De acordo com Reuters, o texto foi assinado por "Zhong Sheng", nome que significa "voz da China" e costuma ser usado pelo periódico para expressar opiniões de política externa. "Embora pessoas comuns e governos desfrutem das conveniências trazidas pela Internet, eles também experimentam os efeitos negativos da internet e os perigos ocultos à segurança", disse o comentário publicado no Diário do Povo , órgão oficial do PC.
"Se não há ordem na Internet, como pode haver liberdade na Internet? Quem desfruta e exercita seus direitos e liberdades na Internet não pode prejudicar o interesse público e não pode violar leis, regulamentos e a ética pública", completa. A retirada incluiu os seriados “The Big Bang Theory”, “The Practice”, “The Good Wife” e “NCIS”, por ordem do governo local, mas ainda não se sabe qual o motivo que levou a suspensão das páginas relativas aos programas citados.
Em busca feita nos serviços de vídeo Youku Tudou, Sohu e Tencent, o usuário não conseguirá encontrar nada a respeito das séries, apenas mensagens dizendo que esses conteúdos estão temporariamente indisponíveis. "Acredito que seja um fato isolado, que não representa uma mudança de política com relação aos programas de TV norte-americanos", disse o executivo-chefe do Sohu, Charles Zhang, a jornalistas. O Youku Tudou e o Tencent não quiseram comentar a ordem do governo para tirar o material do ar.
Em contrapartida, o canal estatal CCTV informou que havia adquirido os direitos exclusivos sobre “The Big Bang Theory”, mas não ficou claro se tais direitos abrangem também a internet ou apenas a exibição por televisão.
Com o crescente controle exercido por Pequim sobre os conteúdos na rede desde a posse do presidente Xi Jinping há um ano, grandes portais já sofreram algum tipo de censura, como o provedor Sina Corp., um dos maiores do país, que teve suas autorizações de publicação revogadas por permitir conteúdos "lascivos e pornográficos".





