Jornal ameaça fechar por falta de papel e SIP alerta para cerco à imprensa na Venezuela
Na última quarta-feira (8/10), o jornal venezuelano Tal Cual anunciou na capa que tem estoque de papel para manter a circulação do diário por apenas 15 dias.
Atualizado em 09/10/2014 às 16:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
jornal venezuelano Tal Cual anunciou na que tem estoque de papel para manter a circulação do diário por apenas 15 dias. Caso não consiga resolver a falta de matéria-prima, avisa que encerrará suas atividades. Em razão disso, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) alertou em comunicado sobre cerco quase total à imprensa independente na Venezuela.
Crédito:Reprodução Jornal tem estoque de papel para circular apenas mais 15 dias
"A iminência do fechamento de ' Tal Cual ' está apertando quase completamente o cerco à imprensa crítica ou independente na Venezuela", afirmou o responsável pela liberdade de expressão da SIP, o uruguaio Claudio Paolillo, em um comunicado em Miami, na Flórida. Além disso, ele criticou a falta de uma ação dos países integrantes da Organização dos estados Americanos (OEA) ao que denominou como um "grave atentado ao regime autoritário chavista".
Em editorial , o Tal Cual confirmou que o veículo "está passando por tempos muito difíceis " e que "a ameaça de fechamento é real". Após esta declaração, o presidente da SIP lembrou que diversos jornais "encerraram suas operações e os que continuam foram vendidos para amigos de governantes venezuelanos, ou tiveram edições com páginas reduzidas, como é o caso do El Nacional".
"A Venezuela, com todos os canais de TV controlados pelo governo, bem como com a maioria dos rádios, se encaminha decididamente para se tornar a segunda Cuba da América Latina em matéria de liberdade de imprensa. É uma pena que os governos democráticos da região e a OEA não denunciem este grave atentado ao regime chavista de Nicolás Maduro contra um dos direitos humanos básicos dos venezuelanos ", completou Paolillo.
Os obstáculos impostos pelo governo venezuelano para a atribuição de divisas que permitem a compra de insumos e matérias-primas gerou uma grave crise na indústria de meios de comunicação independentes na Venezuela. "O governo vai continuar a fazer todos os esforços para domar ou fechar meios de comunicação independentes ", afirmou o Tal Cual em seu editorial.
Crédito:Reprodução Jornal tem estoque de papel para circular apenas mais 15 dias
"A iminência do fechamento de ' Tal Cual ' está apertando quase completamente o cerco à imprensa crítica ou independente na Venezuela", afirmou o responsável pela liberdade de expressão da SIP, o uruguaio Claudio Paolillo, em um comunicado em Miami, na Flórida. Além disso, ele criticou a falta de uma ação dos países integrantes da Organização dos estados Americanos (OEA) ao que denominou como um "grave atentado ao regime autoritário chavista".
Em editorial , o Tal Cual confirmou que o veículo "está passando por tempos muito difíceis " e que "a ameaça de fechamento é real". Após esta declaração, o presidente da SIP lembrou que diversos jornais "encerraram suas operações e os que continuam foram vendidos para amigos de governantes venezuelanos, ou tiveram edições com páginas reduzidas, como é o caso do El Nacional".
"A Venezuela, com todos os canais de TV controlados pelo governo, bem como com a maioria dos rádios, se encaminha decididamente para se tornar a segunda Cuba da América Latina em matéria de liberdade de imprensa. É uma pena que os governos democráticos da região e a OEA não denunciem este grave atentado ao regime chavista de Nicolás Maduro contra um dos direitos humanos básicos dos venezuelanos ", completou Paolillo.
Os obstáculos impostos pelo governo venezuelano para a atribuição de divisas que permitem a compra de insumos e matérias-primas gerou uma grave crise na indústria de meios de comunicação independentes na Venezuela. "O governo vai continuar a fazer todos os esforços para domar ou fechar meios de comunicação independentes ", afirmou o Tal Cual em seu editorial.





