Jornais afiliados à ANJ colocam em prática programa de autorregulamentação

Na manhã desta terça-feira (21/8), uma das principais discussões realizadas no 9º Congresso Brasileiro de Jornais trata da autorregulamentação dos jornais.

Atualizado em 21/08/2012 às 11:08, por Luiz Gustavo Pacete.


O documento tem como objetivo propor um modelo de autorregulamentação aos jornais associados, iniciativa colocada em prática após o STF acabar com a Lei de Imprensa, em 2009.
Pedreira anuncia resultados do programa

A entidade foi buscar em outros países referências de modelos que fossem descentralizados de governos e conselhos. “Foram encontrados modelos em que leitores podem questionar o comportamento ético dos jornais”, diz Ricardo Pedreira, diretor executivo da ANJ. Pedreira sinalou a dificuldade de implantar o programa no país. “Este sempre foi um tema discutido pela ANJ, mas sempre um assunto muito polêmico. Há 15 anos, surgiu a iniciativa de um código de ética da associação, mas não avançávamos em coisas mais concretas”, destaca.
O executivo aponta que o Comitê Editorial da ANJ, que reúne editores dos jornais afiliados, terá o esforço de implantar uma cultura de autorregulação dentro dos jornais com base em cinco caminhos: reconhecer e publicar erros, criar canais com leitores, publicar cartas e e-mails e gerir fóruns de análise crítica e processos de relacionamento com leitores.
A ANJ criou para os 154 jornais associados à entidade uma cartilha listando o tipo de prática e relacionamento com o leitor que os jornais devem ter. Foi dado um prazo até junho deste ano para que todas as publicações aderissem ao programa. “Hoje podemos dizer que já temos em andamento um programa permanente de autorregulamentação. Acreditamos que estamos trazendo esses jornais que representam 90% da circulação diária para que se acostumem a esse comportamento”.
Percentual de aderência dos 154 jornais associados da ANJ
100% dos 154 jornais tem um canal de atendimento com os leitores. 62% dos jornais publicam cartas. 32% reconhecem a publicação de erros. 17% possuem um código de ética e manual de redação. 16% contam com um conselho editorial. 10% têm espaço para cartas e blog de editores. 6% criaram conselho de leitores. 3 jornais possuem um Ombudsman.