Joelmir Beting segue descomplicando a economia no rádio e na TV

Em 1954, o jovem Joelmir Beting ingressava no curso de Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP), aos 19 anos, vindo da pequena cidade de Tambaú (SP).

Atualizado em 15/07/2012 às 13:07, por Guilherme Sardas.


Era um dos 11 candidatos entre 108 que superaram a nota de corte do vestibular. Mas os números e a idade surpreendiam menos que sua breve história até ali. Neto de imigrantes alemães, acostumou-se cedo a trabalhar duro na pequena propriedade da família. “Dos 7 aos 11 anos, eu acordava às cinco da madrugada para trabalhar nas plantações de café, limão, laranja, banana. A minha origem é, de certa forma, de boia-fria”, conta o comentarista econômico do “Jornal da Band”.
Impossível explicar a escolha do curso e seu precoce amadurecimento intelectual sem remeter à figura do homem que Joelmir chama de “seu preceptor e guru”, o padre Donizetti Tavares de Lima, cujos prodígios e milagres inscreveram, definitivamente, a cidadezinha de Tambaú no mapa do país, a partir das décadas de 1940 e 1950. Entre os dons do sacerdote, um dos mais chocantes, o da ubiquidade: a capacidade de estar em lugares diferentes ao mesmo tempo.
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