Iraniana condenada ao apedrejamento nega tortura em suposta entrevista na TV
Iraniana condenada ao apedrejamento nega tortura em suposta entrevista na TV
Uma emissora de TV estatal do Irã exibiu, na última quarta-feira (15), imagens de uma mulher identificada como Sakineh Mohammad Ashtiani - condenada por ter planejado a morte do marido -, que negou ter sido torturada após o jornal britânico The Times ter publicado uma foto sua.
Segundo as declarações transmitidas pela emissora iraniana, a suposta Sakineh, que aparecia em uma imagem borrada, afirmou que não foi torturada e que ninguém a havia forçado a aparecer diante das câmeras para desmentir os rumores de maus tratos.
De acordo com informações do jornal O Globo , a iraniana teria recebido 99 chibatadas no dia 2 de setembro, como punição por ter aparecido sem o véu na foto da publicação britânica. O ato é considerado delito no Irã.
Após a divulgação da imagem, o Times afirmou que havia errado ao identificar a mulher da foto como Sakineh.
A TV iraniana já havia transmitido uma suposta entrevista de Sakineh, em que ela admitia sua culpa na morte do marido. Durante toda a reportagem, a mulher aparecia com o rosto coberto e a voz dublada em farsi, já que ela fala turco. Na época, seu advogado, Hutan Kian, afirmou ao The Guardian que sua cliente teria sido forçada a fazer a confissão.
A mulher foi condenada ao apedrejamento por adultério, e seu caso ganhou repercussão mundial. A primeira-dama da França, Carla Bruni, defendeu publicamente Sakineh, gerando críticas de parte da imprensa do Irã que chegou a chamá-la de "prostituta" e "imoral" em um editorial da publicação Kayhan .
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