Iraniana condenada ao apedrejamento nega tortura em suposta entrevista na TV

Iraniana condenada ao apedrejamento nega tortura em suposta entrevista na TV

Atualizado em 16/09/2010 às 09:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Uma emissora de TV estatal do Irã exibiu, na última quarta-feira (15), imagens de uma mulher identificada como Sakineh Mohammad Ashtiani - condenada por ter planejado a morte do marido -, que negou ter sido torturada após o jornal britânico The Times ter publicado uma foto sua.

Segundo as declarações transmitidas pela emissora iraniana, a suposta Sakineh, que aparecia em uma imagem borrada, afirmou que não foi torturada e que ninguém a havia forçado a aparecer diante das câmeras para desmentir os rumores de maus tratos.

De acordo com informações do jornal O Globo , a iraniana teria recebido 99 chibatadas no dia 2 de setembro, como punição por ter aparecido sem o véu na foto da publicação britânica. O ato é considerado delito no Irã.

Após a divulgação da imagem, o Times afirmou que havia errado ao identificar a mulher da foto como Sakineh.

A TV iraniana já havia transmitido uma suposta entrevista de Sakineh, em que ela admitia sua culpa na morte do marido. Durante toda a reportagem, a mulher aparecia com o rosto coberto e a voz dublada em farsi, já que ela fala turco. Na época, seu advogado, Hutan Kian, afirmou ao The Guardian que sua cliente teria sido forçada a fazer a confissão.

A mulher foi condenada ao apedrejamento por adultério, e seu caso ganhou repercussão mundial. A primeira-dama da França, Carla Bruni, defendeu publicamente Sakineh, gerando críticas de parte da imprensa do Irã que chegou a chamá-la de "prostituta" e "imoral" em um editorial da publicação Kayhan .

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