Irã reavaliará pedido para libertar jornalistas alemães presos no país
Irã reavaliará pedido para libertar jornalistas alemães presos no país
Atualizado em 08/12/2010 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Irã informou que reavaliará o pedido da Alemanha para libertar os dois jornalistas alemães, presos em outubro no país ao tentarem entrevistar o filho da iraniana condenada ao apedrejamento, Sakineh Mohammadi Ashtiani. A Chancelaria do país afirmou, na última terça (07), que considera a possibilidade de soltar os profissionais.
Além disso, a Chancelaria negou que os dois repórteres tenham sido acusados de espionagem. No Irã, o crime pode levar a condenação à pena de morte. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a posição do Irã sobre o caso acontece em meio à retomada dos acordos nucleares entre o país e o grupo P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha).
Em outubro, os alemães tentaram entrevistar Sajjad Ghaderzadeh no escritório do advogado Houtan Kian, que cuida do caso de Sakineh. Os quatro teriam sido presos pelas autoridades iranianas, e todas as poucas informações sobre os presos foram fornecidas pelo Comitê Internacional contra o Apedrejamento e a Pena de Morte. A coordenadora da entidade, Mina Ahadi, estaria ao telefone com um dos repórteres no momento em que eles foram presos.
Em novembro, o jornal alemão Bild am Sonntag exigiu que o Irã liberte imediatamente os dois jornalistas, que trabalham para a publicação. Esta foi a primeira vez que o veículo se manifestou sobre o caso. Além disso, o Bild também pediu a libertação do filho da iraniana e de seu advogado. Para a publicação, a acusação de espionagem feita aos dois profissionais de imprensa pelo governo iraniano é absurda, e que casos de irregularidades no visto costumam gerar uma advertência, aplicação de multa ou deportação.
A condenação da iraniana ao apedrejamento por adultério ganhou repercussão mundial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo à Sakineh, no final de julho, e pediu ao governo do Irã para rever a punição. A sentença de apedrejamento foi suspensa, mas ainda não cancelada, pela Suprema Corte do Irã.
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Além disso, a Chancelaria negou que os dois repórteres tenham sido acusados de espionagem. No Irã, o crime pode levar a condenação à pena de morte. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , a posição do Irã sobre o caso acontece em meio à retomada dos acordos nucleares entre o país e o grupo P5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Rússia e Alemanha).
Em outubro, os alemães tentaram entrevistar Sajjad Ghaderzadeh no escritório do advogado Houtan Kian, que cuida do caso de Sakineh. Os quatro teriam sido presos pelas autoridades iranianas, e todas as poucas informações sobre os presos foram fornecidas pelo Comitê Internacional contra o Apedrejamento e a Pena de Morte. A coordenadora da entidade, Mina Ahadi, estaria ao telefone com um dos repórteres no momento em que eles foram presos.
Em novembro, o jornal alemão Bild am Sonntag exigiu que o Irã liberte imediatamente os dois jornalistas, que trabalham para a publicação. Esta foi a primeira vez que o veículo se manifestou sobre o caso. Além disso, o Bild também pediu a libertação do filho da iraniana e de seu advogado. Para a publicação, a acusação de espionagem feita aos dois profissionais de imprensa pelo governo iraniano é absurda, e que casos de irregularidades no visto costumam gerar uma advertência, aplicação de multa ou deportação.
A condenação da iraniana ao apedrejamento por adultério ganhou repercussão mundial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu asilo à Sakineh, no final de julho, e pediu ao governo do Irã para rever a punição. A sentença de apedrejamento foi suspensa, mas ainda não cancelada, pela Suprema Corte do Irã.
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