Irã permitirá que mulheres jornalistas assistam e façam a cobertura de jogos de vôlei no país
Mulheres não podiam acompanhar partidas de vôlei masculino. Com a flexibilização da regra, quem for jornalista poderá assistir os jogos.
Atualizado em 12/11/2014 às 16:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
A partir desta quarta-feira (12/11), as mulheres que trabalham com jornalismo esportivo no Irã serão liberadas para acompanhar as partidas de vôlei masculino ocorridas no país. As autoridades da região, por meio do Ministério de Juventude e Esportes, concederam credenciais a fotógrafas e repórteres.
Crédito:Divulgação/FIVB Jornalistas mulheres poderão cobrir jogos da seleção masculina de vôlei no Irã
Segundo EFE, a mudança de legislação foi motivada pela repercussão da sentença proferida pela justiça iraniana à estudante Ghoncheh Ghavami, condenada a um ano de prisão após tentar assistir, como espectadora, um jogo de vôlei. No final do primeiro semestre, ela foi detida ao lado de várias ativistas feministas que, em grupo, tentavam visualizar a seleção masculina jogar em Teerã.
"O vôlei iraniano está sob pressão por parte da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por não permitir que mulheres entrem nos ginásios. Esta foi a razão pela qual o Irã não pôde sediar o campeonato mundial juvenil", informou a agência de notícias Fars.
A notícia sobre a prisão da jovem estudante foi compartilhada mundo afora, e foi motivo até para uma petição online. A plataforma digital chance acolheu uma campanha intitulada #FreeGhonchehGhavami, que já conta com mais de 700 mil assinaturas. A organização Anistia Internacional, por outro lado, denunciou sua detenção e exige sua libertação imediatamente.
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla no idioma original) também pediu a liberdade no caso de Ghavami e ressaltou que é comprometida com "a inclusão e os direitos das mulheres de participar dos esportes em base de igualdade". O comunicado se tornou real no início do mês, quando anunciou que o Irã não iria mais sediar o campeonato mundial juvenil previsto para 2015. A federação também decidiu que o país não poderá hospedar nenhuma outra competição internacional até retirar a proibição de as mulheres assistirem aos jogos.
Crédito:Divulgação/FIVB Jornalistas mulheres poderão cobrir jogos da seleção masculina de vôlei no Irã
Segundo EFE, a mudança de legislação foi motivada pela repercussão da sentença proferida pela justiça iraniana à estudante Ghoncheh Ghavami, condenada a um ano de prisão após tentar assistir, como espectadora, um jogo de vôlei. No final do primeiro semestre, ela foi detida ao lado de várias ativistas feministas que, em grupo, tentavam visualizar a seleção masculina jogar em Teerã.
"O vôlei iraniano está sob pressão por parte da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por não permitir que mulheres entrem nos ginásios. Esta foi a razão pela qual o Irã não pôde sediar o campeonato mundial juvenil", informou a agência de notícias Fars.
A notícia sobre a prisão da jovem estudante foi compartilhada mundo afora, e foi motivo até para uma petição online. A plataforma digital chance acolheu uma campanha intitulada #FreeGhonchehGhavami, que já conta com mais de 700 mil assinaturas. A organização Anistia Internacional, por outro lado, denunciou sua detenção e exige sua libertação imediatamente.
A Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla no idioma original) também pediu a liberdade no caso de Ghavami e ressaltou que é comprometida com "a inclusão e os direitos das mulheres de participar dos esportes em base de igualdade". O comunicado se tornou real no início do mês, quando anunciou que o Irã não iria mais sediar o campeonato mundial juvenil previsto para 2015. A federação também decidiu que o país não poderá hospedar nenhuma outra competição internacional até retirar a proibição de as mulheres assistirem aos jogos.





