No último domingo (30), o Ministério da Cultura do Irã anunciou que anulou a licença da Caravan Books, editora que publica a obra do escritor brasileiro Paulo Coelho no país. Porém, o órgão ressaltou que outras editoras poderão publicar os livros de Coelho no local.
Segundo informações da BBC Brasil, o Ministério alegou que a medida foi tomada pelo fato de o diretor da editora, Arash Hejazi, ser um "contrarrevolucionário fugitivo". Além disso, o órgão deixou claro que a obra de Coelho não foi proibida no Irã.
Em 2009, ano em que aconteceram as eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad, Hejazi foi filmado prestando socorro à iraniana Neda Agha-Soltan durante um dos protestos contra os resultados do pleito. Em uma das manifestações, Neda foi vítima de um tiro e morreu, tornando-se um símbolo de resistência. Após o caso, o diretor da Caravan Books passou a ser procurado pela polícia iraniana e se exilou em Londres.
Em janeiro deste ano, Coelho havia publicado em seu blog um e-mail em que Hejazi o informava sobre a proibição da venda de seus livros no Irã. "Infelizmente, fui informado hoje que o Ministério da Cultura e 'Orientação Islâmica' no Irã proibiu todos os seus livros, mesmo que as versões não-autorizadas publicadas por outras editoras. Meus amigos foram informados de que nenhum livro que tem o nome de Paulo Coelho será autorizado a ser publicado no Irã mais", dizia a mensagem.
O escritor chegou a pedir ao Itamaraty para se posicionar sobre o assunto. No mesmo mês, a Embaixada do Irã em Brasília negou oficialmente que tenha havido qualquer veto aos livros de Coelho, e um diplomata afirmou que qualquer tentativa de se banir a obra do brasileiro - que, estima-se, tenha vendido mais de 6 milhões de livros no país - seria inócua.
Em entrevista à BBC, Coelho disse que ficou contente ao saber que seus livros poderão ser publicados por outras editoras no Irã, e que seu objetivo é "compartilhar com leitores iranianos algumas reflexões sobre o estado atual do mundo". O escritor, porém, se mostrou um pouco preocupado em relação à "qualidade da tradução" de suas obras, pelo fato de a Caravan Books ser a única editora autorizada a publicar seu trabalho em farsi, idioma mais falado no país.
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Segundo informações da BBC Brasil, o Ministério alegou que a medida foi tomada pelo fato de o diretor da editora, Arash Hejazi, ser um "contrarrevolucionário fugitivo". Além disso, o órgão deixou claro que a obra de Coelho não foi proibida no Irã.
Em 2009, ano em que aconteceram as eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad, Hejazi foi filmado prestando socorro à iraniana Neda Agha-Soltan durante um dos protestos contra os resultados do pleito. Em uma das manifestações, Neda foi vítima de um tiro e morreu, tornando-se um símbolo de resistência. Após o caso, o diretor da Caravan Books passou a ser procurado pela polícia iraniana e se exilou em Londres.
Em janeiro deste ano, Coelho havia publicado em seu blog um e-mail em que Hejazi o informava sobre a proibição da venda de seus livros no Irã. "Infelizmente, fui informado hoje que o Ministério da Cultura e 'Orientação Islâmica' no Irã proibiu todos os seus livros, mesmo que as versões não-autorizadas publicadas por outras editoras. Meus amigos foram informados de que nenhum livro que tem o nome de Paulo Coelho será autorizado a ser publicado no Irã mais", dizia a mensagem.
O escritor chegou a pedir ao Itamaraty para se posicionar sobre o assunto. No mesmo mês, a Embaixada do Irã em Brasília negou oficialmente que tenha havido qualquer veto aos livros de Coelho, e um diplomata afirmou que qualquer tentativa de se banir a obra do brasileiro - que, estima-se, tenha vendido mais de 6 milhões de livros no país - seria inócua.
Em entrevista à BBC, Coelho disse que ficou contente ao saber que seus livros poderão ser publicados por outras editoras no Irã, e que seu objetivo é "compartilhar com leitores iranianos algumas reflexões sobre o estado atual do mundo". O escritor, porém, se mostrou um pouco preocupado em relação à "qualidade da tradução" de suas obras, pelo fato de a Caravan Books ser a única editora autorizada a publicar seu trabalho em farsi, idioma mais falado no país.
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