Investigado, criador do "Dilma Bolada" nega postagens favoráveis ao governo Dilma

O publicitário e criador do perfil Dilma Bolada, Jeferson Monteiro, negou nesta quinta-feira (29/10) durante depoimento à CPI dos crimes cibernéticos na Câmara dos Deputados ter recebido dinheiro do PT ou do governo para escrever postagens favoráveis à presidente Rousseff, principalmente durante o período eleitoral de 2014.

Atualizado em 29/10/2015 às 17:10, por Redação Portal IMPRENSA.



Crédito:Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados Publicitário negou que tenha sido pago para beneficiar PT em postagens nas redes sociais
Segundo o UOL, a suposta contribuição foi negada pelo publicitário após ele ter seu nome atrelado à agência de publicidade Pepper, que prestou serviços ao PT e é uma das investigadas pela operação Acrônimo, da Polícia Federal, que estuda repasses ilegais durante as campanhas do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.

Em seu depoimento, Monteiro ressaltou ter sido contratado pela Pepper em 2015 para fazer serviços de monitoramento de redes sociais para clientes da agência. "Nunca prestei serviços para campanha e para o governo. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O meu contrato com a Pepper começou em janeiro deste ano", disse.


Monteiro ainda negou que o Dilma Bolada tenha sofrido influências do Partido dos Trabalhadores. "Nunca fui pautado [seu trabalho]. Escrevo o que eu quero, na hora que eu quero", concluiu.