Internautas criam abaixo-assinado para remover publicação de André Forastieri no R7
Jornalista diz que a manifestação é livre e que há assuntos mais importantes para serem discutidos
Atualizado em 01/10/2014 às 11:10, por
Alana Rodrigues*.
Na última terça-feira (30/9), internautas criaram um para solicitar a remoção de um do jornalista André Forastieri, do portal R7, e pedir maior comprometimento da Rede Record com a "causa animal".
Crédito:Lilo Clareto Jornalista defende a liberdade de expressão e não se importa com os críticos ao seu texto
Promovido por uma usuária identificada como Gabriela Maciel, o requerimento, que até o momento, apresenta 3.000 assinaturas, alega que o jornalista faz afirmações "sem embasamento técnico-científico" sobre o tratamento e direito dos animais.
"Seu artigo é um desserviço à comunidade e ao trabalho de inúmeros tutores responsáveis, abrigos e protetores de animais que lutam diariamente para salvar cachorros, gatos, répteis, pequenos roedores e outros pets dos maus-tratos", diz um trecho da nota.
O documento diz ainda que enquanto o país conta com profissionais preocupados em informar sobre como manter um animal saudável física e psicologicamente, "temos um jornalista que demonstra total insensibilidade às formas de vida que o cercam e uma das grandes empresas de comunicação do Brasil, a Rede Record, se aproveitando de um artigo tão baixo e irresponsável para captar audiência".
Opinião contrária
A publicação foi questionada ainda pelo colunista Fabio Chaves, também do R7. No post , ele diz que o jornalista "desfila grosserias gratuitas e desnecessárias a quem cuida de cachorros".
Chaves alega que o texto desrespeita quem dedica a vida para proteger os animais. "Entendo seu descontentamento sobre o descaso de alguns tutores em relação às fezes de seus cães, mas há maneiras menos ásperas de expressar este sentimento. Escrevendo em grandes portais, precisamos ter em mente que milhares de pessoas (talvez milhões) terão acesso ao conteúdo publicado. Será que você quer mesmo espalhar este ódio por animais que desenhou com suas palavras? Prefiro acreditar que não", diz.
Liberdade de expressão
No texto intitulado , Forastieri questiona o comportamento de donos de animais que, muitas vezes, não respeitam o espaço público. "O que desprezo é esse monte de donos dos cachorros folgados e porcalhões. Se você quer tratar seu bicho como gente, divirta-se na sua patetice. Quer impingir sua prepotência ao resto de nós, o animal é você", diz ele na publicação.
À IMPRENSA, o jornalista explicou que as pessoas têm direito de fazer campanha contra o que elas quiserem, bem como publicar textos para defender outros posicionamentos, como no caso de seu colega Fabio Chaves. "A manifestação é livre, mas acho que têm coisas mais importantes para se preocupar no momento do que minha opinião sobre o assunto. É uma visão autoritária da comunicação", pondera.
Forastieri afirma que sempre teve liberdade no R7 para escrever suas opiniões. "Nunca tive que mudar uma palavra do que escrevi", destaca. O jornalista também ressalta a falta de interpretação de texto dos brasileiros. "As pessoas leem e não entendem. Eu fiz um post sacaneando os donos de cachorros. E algumas olham apenas as fotos".
O jornalista também comenta que os leitores se identificaram com a publicação que, até o momento, tem 24 mil likes no Facebook. "Bati onde doeu. Houve reconhecimento desses momentos de folga. Acho que se você ama os animais, você deve ser vegano, porque não adianta comer boi, frango e peixe depois. Eu não sou, portanto não amo os animais", brinca.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Lilo Clareto Jornalista defende a liberdade de expressão e não se importa com os críticos ao seu texto
Promovido por uma usuária identificada como Gabriela Maciel, o requerimento, que até o momento, apresenta 3.000 assinaturas, alega que o jornalista faz afirmações "sem embasamento técnico-científico" sobre o tratamento e direito dos animais.
"Seu artigo é um desserviço à comunidade e ao trabalho de inúmeros tutores responsáveis, abrigos e protetores de animais que lutam diariamente para salvar cachorros, gatos, répteis, pequenos roedores e outros pets dos maus-tratos", diz um trecho da nota.
O documento diz ainda que enquanto o país conta com profissionais preocupados em informar sobre como manter um animal saudável física e psicologicamente, "temos um jornalista que demonstra total insensibilidade às formas de vida que o cercam e uma das grandes empresas de comunicação do Brasil, a Rede Record, se aproveitando de um artigo tão baixo e irresponsável para captar audiência".
Opinião contrária
A publicação foi questionada ainda pelo colunista Fabio Chaves, também do R7. No post , ele diz que o jornalista "desfila grosserias gratuitas e desnecessárias a quem cuida de cachorros".
Chaves alega que o texto desrespeita quem dedica a vida para proteger os animais. "Entendo seu descontentamento sobre o descaso de alguns tutores em relação às fezes de seus cães, mas há maneiras menos ásperas de expressar este sentimento. Escrevendo em grandes portais, precisamos ter em mente que milhares de pessoas (talvez milhões) terão acesso ao conteúdo publicado. Será que você quer mesmo espalhar este ódio por animais que desenhou com suas palavras? Prefiro acreditar que não", diz.
Liberdade de expressão
No texto intitulado , Forastieri questiona o comportamento de donos de animais que, muitas vezes, não respeitam o espaço público. "O que desprezo é esse monte de donos dos cachorros folgados e porcalhões. Se você quer tratar seu bicho como gente, divirta-se na sua patetice. Quer impingir sua prepotência ao resto de nós, o animal é você", diz ele na publicação.
À IMPRENSA, o jornalista explicou que as pessoas têm direito de fazer campanha contra o que elas quiserem, bem como publicar textos para defender outros posicionamentos, como no caso de seu colega Fabio Chaves. "A manifestação é livre, mas acho que têm coisas mais importantes para se preocupar no momento do que minha opinião sobre o assunto. É uma visão autoritária da comunicação", pondera.
Forastieri afirma que sempre teve liberdade no R7 para escrever suas opiniões. "Nunca tive que mudar uma palavra do que escrevi", destaca. O jornalista também ressalta a falta de interpretação de texto dos brasileiros. "As pessoas leem e não entendem. Eu fiz um post sacaneando os donos de cachorros. E algumas olham apenas as fotos".
O jornalista também comenta que os leitores se identificaram com a publicação que, até o momento, tem 24 mil likes no Facebook. "Bati onde doeu. Houve reconhecimento desses momentos de folga. Acho que se você ama os animais, você deve ser vegano, porque não adianta comer boi, frango e peixe depois. Eu não sou, portanto não amo os animais", brinca.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.





