Instituto Vladimir Herzog resgata memória de jornalista morto durante regime militar
Instituto Vladimir Herzog resgata memória de jornalista morto durante regime militar
Nesta quinta-feira (25), será inaugurado, em São Paulo (SP), o Instituto Vladimir Herzog, em homenagem ao jornalista morto em 1975 pelo regime militar. A cerimônia de abertura será comandada por familiares e amigos do profissional.
Nas palavras de Ivo Herzog, filho do ex-chefe do departamento de telejornalismo da TV Cultura, o Instituto servirá para ampliar a democracia do país, ao trazer à tona acervo sobre a história nacional e o período de repressão instaurado durante o regime militar de 1964.
Além da organização de acervo impresso, o Instituto terá por objetivo ampliar o debate sobre imprensa e cinema, duas das mais fortes paixões de Herzog. Festivais de filmes e matérias realizadas por duplas de profissionais e estudantes com os ganhadores do Prêmio Vladimir Herzog são eventos inseridos na agenda preliminar da entidade.
O Instituto, ao lado do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), ficará responsável pela organização da 31ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A entidade também encabeçará o Prêmio Jovem Repórter Fernando Pacheco, voltado aos estudantes de comunicação.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), Guto Camargo, o Instituto reforça a necessidade de se ampliar o debate sobre os direitos humanos no país. Segundo ele, ao se criar a entidade, inicia-se também uma agenda anual de discussão do tema entre acadêmicos, especialistas e população em geral.
A cerimônia de inauguração do Instituto ocorre às 19h30 na Cinemateca de São Paulo, no bairro de Vila Clementino. Na ocasião, será realizada uma homenagem ao cardeal Dom Evaristo Arns, ao reverendo James Wright e ao rabino Henry Sobel que, em 1975, organizaram um culto ecumênico em memória a Vlado.
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