Instituto Brasileiro do Crisotila envia resposta a artigo de colunista publicado no Portal IMPRENSA

Instituto Brasileiro do Crisotila envia resposta a artigo de colunista publicado no Portal IMPRENSA

Atualizado em 18/07/2008 às 19:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Nesta sexta-feira (18), o Instituto Brasileiro do Crisotila enviou à redação do Portal IMPRENSA uma carta na qual responde informações publicadas na coluna ", de autoria de Wilson da Costa Bueno.

"O artigo de 15/7 intitulado "Imprensa, divulgação científica e grandes interesses", de autoria do professor Wilson da Costa Bueno, ecoa alguns preconceitos que merecem ser esclarecidos, uma vez que o jornalismo científico deve estar comprometido com a investigação científica criteriosa.

No caso específico do amianto crisotila, há estudos sérios publicados sobre o tema no Brasil e no mundo que comprovam ser este mineral passível de manuseio seguro tanto por parte dos trabalhadores desse segmento produtivo como pelos consumidores.

Há evidente contradição em se defender o banimento desse mineral, uma vez que é impossível banir da face da Terra uma substância que recobre, naturalmente, dois terços da sua superfície.

Defender a proibição do uso do amianto crisotila é fazer, mesmo sem se ter consciência disso, o jogo do conglomerado francês que pretende obrigar a indústria brasileira de telhas de fibrocimento com amianto crisotila a usar uma fibra artificial, derivada do petróleo, muito mais cara que o amianto e cujos danos à saúde, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, são ainda desconhecidos.

Se a França foi pioneira na proibição do uso do amianto anfibólio na construção civil, na década de 1970, é porque espertamente empunhou uma bandeira ambientalista capaz de toldar os olhos da sua população e da opinião pública internacional, que há tempos protestavam contra os sucessivos testes nucleares que fazia no Atol de Mururoa. Observe-se, por oportuno, que o amianto de uso proibido em alguns países é o do tipo anfibólio, cerca de 500 vezes mais perigoso que o crisotila, que é usado criteriosa e cuidadosamente no Brasil.

A Faculdade de Medicina da USP coordena uma das mais importantes pesquisas sobre o amianto no país, cujos primeiros resultados serão brevemente conhecidos.

Por intermédio deste importante portal convidamos os jornalistas das editorias de Ciência e de Saúde de todo o Brasil para visitarem, livres de idéias pré-concebidas contra o amianto crisotila, a única mina brasileira desse mineral em atividade no país e as indústrias de fibrocimento com amianto, a fim de verificarem in loco que o uso seguro desse mineral de fato é possível.

Atenciosamente,

Marina Júlia de Aquino, presidente do Instituto Brasileiro do Crisotila - ".