IMPRENSA entrevista Antônio Guerreiro, diretor geral do portal R7

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Antônio Guerreiro, diretor geral do portal R7, conta a trajetória do grupo e... Leia a entrevista completa no Portal IMPRENSA

Atualizado em 13/06/2011 às 10:06, por Luiz Gustavo Pacete.

Em setembro, o completa dois anos de idade. A plataforma nasceu associada à marca Record e pretende ser cada vez mais um portal horizontal integrando conteúdo, independente do formato. Além de oferecer novas formas de interatividade com o consumidor de notícias.

Responsável pela direção do portal e também pela internet do Grupo Record, o jornalista Antonio Crédito:Divulgação O diretor geral do portal R7, Antônio Guerreiro Guerreiro, faz um balanço sobre os dois anos de gestão do portal e retoma a discussão sobre a questão de rapidez e qualidade da notícia.

Portal IMPRENSA - Você que sempre teve a imagem vinculada à TV. Como chegou à área de tecnologia?

Antonio Guerreiro - Na verdade sou ator, e o que eu sempre fiz na TV foi interpretar um personagem. Mas, paralelamente, sempre atuei com tecnologia; desde 1987. Eu tinha uma empresa de conteúdo e me decidi por Internet porque, na época, eu não podia ter uma TV, uma rádio, um jornal ou uma revista. Depois formei uma perceria e montei o portal Vírgula, antes de vir para o R7.

IMPRENSA - Qual o balanço você faz do R7 nestes dois anos que ele completa em setembro?

AG - Em 10 meses, o portal cresceu o que a concorrência demorou entre cinco e oito anos para expandir. Isso se deve ao apoio incondicional da Record. Temos esse apoio desde o início do projeto. Ele foi muito bem recebido. Houve também o acerto de montar uma unidade de negócios independente. Porque hoje, por mais que eu responda pela unidade de internet da Rede Record e seja diretor de conteúdo do R7, existem duas unidades de negócios completamente distintas.

IMPRENSA - Como o R7 ganhou credibilidade nesse tempo?

AG - É importante você ter um canhão de mídia como a Record. Quando você fala do , você não pode achar que o UOL é a . A Folha é a grande loja do UOL, assim como a Record é a grande loja do R7. Mas nós somos diferentes, por exemplo, da nossa concorrente do Jardim Botânico que tem um portal com o nome dela. O nosso portal não se chama Record como acontece com a . A nossa lógica é exatamente a inversa.

IMPRENSA - Com tanta informação qual o diferencial de um portal de conteúdo?

AG - É a "interência", muito mais do que a audiência. Eu acho que cada vez mais, o grande acerto do grupo, novamente, foi entender que nós não fazemos televisão, ou internet. Mas fazemos conteúdo. Se esse conteúdo vai ser envelopado para ser servido na web, no mobile, na TV, no rádio não importa. A diferença está em saber fazer o conteúdo para o cara que está do outro lado da tela. E é ai que a gente busca muito mais do que uma audiência, a gente busca uma interatividade.

IMPRENSA - Qual o perfil da redação do R7?

Crédito:Antonio Chahestian / TV Record "Eu vejo uma redação sedenta e inquieta" - Antônio Guerreiro
AG - Eu vejo uma redação sedenta e inquieta, que precisa de estimulo o tempo inteiro. Não o estimulo de cima para baixo, mas horizontal. Hoje nos workshops que eu dou, a internet é liberada o tempo todo. Porque se a minha palestra é menos interessante do que a Internet, fica na Internet porque você vai aprender mais. E essa é a lógica de uma redação. A pessoa tem que estar o tempo todo ligada no que está acontecendo.

IMPRENSA - E como falar de qualidade da notícia na internet?

AG - É natural você ter um controle de qualidade. Acho que o controle jornalístico tem que ser sempre mantido, independente de qualquer coisa. Mas, repito, que nós produzimos conteúdo. Se ele tem qualidade e onde ele vai ser envelopado é outro detalhe. A partir do momento que temos a plena consciência de que o DNA jornalístico esta sendo preservado. Mas essa discussão da qualidade sempre existiu e sempre vai existir.

IMPRENSA - Tenho visto o anúncio de contratações em Goiânia, Porto Alegre e Bahia. Vocês estão aproveitando a audiência da Record nessas regiões?

AG - Estamos levando o R7 para outras praças, assim como acontece com o Rio de Janeiro. As próximas são Goiânia, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte. É claro que a audiência da Record nessas regiões ajuda porque nosso canhão de mídia está na Record. Mas o R7 tem sua vida independente também. E se a gente sentir que tem de crescer em uma praça que a Record não esteja investindo, a gente vai crescer.

IMPRENSA - Nessa ideia de horizontalizar ainda mais o portal as parcerias serão mais frequentes?

AG - Pretendemos ampliar nossas parcerias, é claro que não vamos ter 123 parceiros, mas vamos buscar as estratégicas como o e . Mas aqui nós tratamos o parceiro de forma diferenciada. Eu fui parceiro durante muito tempo de grandes portais e sei o problema que o parceiro enfrenta tendo seu conteúdo canibalizado pelos portais.