Imprensa deve lutar contra o crime organizado, afirma Catalina Botero em assembleia da SIP
Catalina Botero avalia o papel da imprensa na luta contra o crime organizado, que hoje seria, em sua opinião, “uma enorme multinacional”.
Atualizado em 20/10/2014 às 13:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Divulgação/OEA Ex-relatora da OEA afirma que o crime organizado prejudica a imprensa
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo , Catalina estava acompanhada pelo advogado Miguel Angel Vivanco, da organização não governamental Human Rights Watch. Juntos, os dois dissertaram sobre o tema em um painel organizado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). No evento, coube à ex-relatora ressaltar a responsabilidade do jornalismo diante dos problemas da sociedade atual.
A grande luta da democracia e da imprensa é contra o crime organizado, "mas o crime organizado é hoje uma enorme multinacional - não só do narcotráfico, mas da mineração ilegal, da gasolina, do contrabando, do tráfico de pessoas, e a isso os Estados respondem de forma débil e fragmentada", disse.
Já Vivanco destacou o cenário que vem sendo montado em países latino-americanos. Na visão do advogado, há "uma banalização dos compromissos para defender as liberdades públicas" na região. O maior exemplo, segundo ele, é uma iniciativa adotada na II Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, realizada em Havana, no início do ano. Ela estabelece o compromisso entre os signatários de não intervir nos assuntos internos de cada país.
"Trata-se de uma medida de corte inteiramente autoritário", afirmou. "Assim fica difícil pressionar um governo para que cumpra os compromissos coletivos de defender as liberdades fundamentais".





