Ícone do telejornalismo brasileiro, Glória Maria fez entrevistas e reportagens históricas
A jornalista Glória Maria morreu no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2 fev/23), aos 73 anos, em decorrência de um câncer diagnosticado em
Atualizado em 02/02/2023 às 13:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
2019. A doença surgiu inicialmente no pulmão e acabou atingindo o cérebro. A jornalista chegou a fazer uma neurocirurgia, mas novas metástases surgiram e ela morreu no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio.
Ícone do telejornalismo brasileiro, Glória foi a primeira repórter a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, em 1977, viajou a trabalho para mais de 100 países e fez matérias e entrevistas históricas.
Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, Glória fez jornalismo na PUC-Rio e começou na Globo em 1970, como radioescuta. Crédito: Acervo Grupo Globo
Estreia como repórter
Sua estreia como repórter foi em 1971. Na função ela atuou inicialmente no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio. No Jornal Nacional, já mais experiente, cobriu a posse de Jimmy Carter e entrevistou o ex-presidente João Baptista Figueiredo. Foi quando, para defender a ditadura, o general disse ‘eu prendo e arrebento’. De acordo com depoimento de Glória Maria ao Memória Globo, Figueiredo não gostava da jornalista e costumava pedir para seus seguranças não deixarem a "neguinha", como ele dizia, aproximar-se dele.
Em 1986, a jornalista foi para o Fantástico, onde acabaria como apresentadora por quase vinte anos, entre 1998 e 2007. Além de viajar para lugares exóticos, entrevistou celebridades como Michael Jackson, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio e Madonna.
A jornalista ainda cobriu a guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira no Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).
Em 2007, Glória Maria protagonizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira: uma reportagem para o Fantástico sobre a festa do pequi no Alto Xingu.
Num sabático de dois anos, Glória viajou à Índia e à Nigéria, onde trabalhou como voluntária. Nessa época, adotou duas meninas, que hoje são adolescentes. Ao retornar à Globo, em 2010, passou a integrar a equipe do Globo Repórter, onde permaneceu até o fim da vida e seguiu fazendo reportagens memoráveis, como um especial sobre a China e outro sobre a cultura rastafári na Jamaica.
Em 2019, após a aposentadoria de Sérgio Chapelin, Glória Maria passou a dividir a apresentação do Globo Repórter com a colega Sandra Annenberg.
Ícone do telejornalismo brasileiro, Glória foi a primeira repórter a entrar ao vivo e em cores no Jornal Nacional, em 1977, viajou a trabalho para mais de 100 países e fez matérias e entrevistas históricas.
Filha do alfaiate Cosme Braga da Silva e da dona de casa Edna Alves Matta, Glória fez jornalismo na PUC-Rio e começou na Globo em 1970, como radioescuta. Crédito: Acervo Grupo Globo
Estreia como repórter
Sua estreia como repórter foi em 1971. Na função ela atuou inicialmente no Jornal Hoje, no RJTV e no Bom Dia Rio. No Jornal Nacional, já mais experiente, cobriu a posse de Jimmy Carter e entrevistou o ex-presidente João Baptista Figueiredo. Foi quando, para defender a ditadura, o general disse ‘eu prendo e arrebento’. De acordo com depoimento de Glória Maria ao Memória Globo, Figueiredo não gostava da jornalista e costumava pedir para seus seguranças não deixarem a "neguinha", como ele dizia, aproximar-se dele.
Em 1986, a jornalista foi para o Fantástico, onde acabaria como apresentadora por quase vinte anos, entre 1998 e 2007. Além de viajar para lugares exóticos, entrevistou celebridades como Michael Jackson, Harrison Ford, Nicole Kidman, Leonardo Di Caprio e Madonna.
A jornalista ainda cobriu a guerra das Malvinas (1982), a invasão da embaixada brasileira no Peru por um grupo terrorista (1996), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998).
Em 2007, Glória Maria protagonizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira: uma reportagem para o Fantástico sobre a festa do pequi no Alto Xingu.
Num sabático de dois anos, Glória viajou à Índia e à Nigéria, onde trabalhou como voluntária. Nessa época, adotou duas meninas, que hoje são adolescentes. Ao retornar à Globo, em 2010, passou a integrar a equipe do Globo Repórter, onde permaneceu até o fim da vida e seguiu fazendo reportagens memoráveis, como um especial sobre a China e outro sobre a cultura rastafári na Jamaica.
Em 2019, após a aposentadoria de Sérgio Chapelin, Glória Maria passou a dividir a apresentação do Globo Repórter com a colega Sandra Annenberg.





